Concerto Requiem, Op. 23 de João Domingos Bomtempo (1775-1842)

12 de abril, terça-feira Santa, 21h30  |  Sé Catedral de Braga

 

Programa:

João Domingos BOMTEMPO (1775-1842)
Requiem em dó menor, Op. 23, “À Memória de Camões”

Orquestra do Norte

Estreia absoluta
Obra dedicada à Semana Santa de Braga

 

I . RequiemaeternamKyrie
Sequence:
II . Diesirae
III . Tubamirum
IV . Rextremendae
V . Recordare
VI . Confutatis
VII . Lacrimosa
Offertorium:
VIII . Domine Jesu Christe
IX . Hostias et preces
X . Sanctus
XI . Benedictus
XII . AgnusDei.Libera me
XIII . Diesirae.Requiemaeternam

 

 

Libera Me * – Osvaldo Fernandes
“Inspirado no Requiem de J. Domingos Bomtempo”

 

 

Alexandra Moura, soprano
Margarida Reis, mezzo-soprano
Paulo Ferreira, tenor
Job Tomé, barítono
Coro de Câmara de Amarante
Orquestra do Norte
Fernando Marinho, direção

 

 

Sinopse:

 

Na Páscoa de 2022, a Orquestra do Norte procurará evocar a caminhada quaresmal através da execução da obra Requiem, Op. 23 “À Memória de Camões” de João Domingos Bomtempo.
Esta obra, peça chave do classicismo português, celebrou recentemente o 200º Aniversário da sua estreia, cuja edição em Paris data de 1820.João Domingos Bomtempo, que se destacou como compositor e primeiro Diretor do Conservatório Nacional, escreveu muita música instrumental e coral. Esta obra que propomos é um marco importante da história da música portuguesa do século XIX, sendo provavelmente a de maior dimensão entre a escrita das obras homónimas de W. A. Mozart e H. Berlioz.

 

Libera Me

 

Através de um estímulo lançado pelo maestro Fernando Marinho, em 2020, esta obra foi originalmente construída para ser executada no final do Requiem de Domingos Bomtempo. Todo o material musical do Libera Me, aliás, abraça os elementos motívicos do “Introitus” do Requiem, pelo que, um ouvinte atento, será facilmente catapultado para o mesmo caráter e envolvência espiritual.

 

Na conceção desta obra realça-se a histórica relação texto-música, por isso, uma análise cuidada do texto, poderá fornecer-nos sinais importantes sobre a música. Assim, como o próprio texto sugere, Libera Me assenta numa ascensão ao céu, um solitário percurso da alma do defunto que, em praticamente toda a peça, é representado pela Trompa Solo. Essa caminhada é representada por uma constante “marcação” rítmica que se vai desenvolvendo e ficando mais denso até atingir os trilos/tremolos finais. A ascensão, se olharmos transversalmente, é intensificada por um movimento ascendente no que respeita ao registo, um crescendo gradual nas dinâmicas e um aumento progressivo no uso da orquestração.

 

É uma obra assente em princípios tonais, o Requiem assim o exigia, com passagens modais e politonais frequentes e com claras e inevitáveis inserções modernas de escrita musical – o próprio Bomtempo não as evitaria certamente se conhecesse toda a importância que o pretérito século inseriu na música atual.

 

A obra é dedicada à Semana Santa de Braga.

 

 

ALEXANDRA MOURA

Professor José de Oliveira Lopes. Continuou a sua formação no Estúdio de Ópera da Casa da Música do Porto, onde recebeu orientação de Peter Harrison, Jill Feldman, Jeff Cohen, entre outros.

 

Recebeu o prémio de Melhor Interpretação de Música do Século XX no Concurso Internacional de Canto Tomaz Alcaide – 2000 e uma Menção Honrosa no Concurso Nacional de Canto Luisa Todi em 2005.

 

A sua actividade concertista tem-se demonstrado variada interpretando obras como Haddock’s Eyes de David del Tredici; Cinque Frammenti di Saffo, entre outras peças, de L. Dallapicola; Midsummer Night’s Dream de F. Mendelssohn; Stabat Mater de Haydn e Pergolesi; Te Deum de Francisco António de Almeida ; 4 Canzoni Popolari e o King de L. Berio; O Berio de Pascal Dusapin; Vier Capricios de G. Kurtág; Pulcinella de Stravinsky; Maeterlinck Lieder de Zemlinsky; Shadow Circles de Vasco Mendonça; Aventures de Ligetti e Passion; Resurrection de Jonathan Harvey and da Natural Viagem Invenção de Jorge Peixinho.

 

Foi dirigida por maestros como: Martin André; Cesário Costa; Brad Cohen; Peter Bergamin; Yoichi Sugiama; Pierre-André Valade; Aldo Brizzi; Richard Gwilt; Nicola Giusti; Douglas Boyd; Emilio Pomárico; Paul Daniel; Christoph König; Baldur Brönnimann; Sofi Jeannin; Laurence Cummings; entre outros.

 

Em ópera foi Vixen ( Cunning Little Vixen – Janácek ); Pamina/1ª Dama ( Flauta Mágica – W. A. Mozart ); Hänsel ( Hänsel und Gretel – E. Humperdinck ); Flora ( The Turn of the Screw – B. Britten ); Mathurine ( L’Ivrogne Corrigé – Gluck ); Rowan/ Juliet ( The Little Sweep – B.Britten ); Criside ( Satyricon – B. Maderna ); Bettina ( L’Amore Industrioso – J. Sousa Carvalho ); Josabet ( Joaz – B. Marcello ); German Mascot and English Fan (Playing Away – B. Manson); Strawberry Seller ( Death in Venice – B. Britten); Rosa (Rapaz de Bronze – Nuno Corte-Real) ; Giannetta (L’Elixir d’Amore- G. Donizetti) e Mylia (Jerusalém – Vasco Mendonça).

 

Colabora regularmente com diversos agrupamentos vocais e instrumentais, incluindo o Coro Casa da Música.

 

Masterclasses em técnica vocal e interpretação David Wilson-Johnson, Jill Feldman, Eugene Asti, Jeff Cohen, Lorna Marshall, Graziela Calvani, Yvonne Minton, Stefan Hasselhof, Ingrid Kremling, Patricia MacMahon, Susan Waters.

 

 

MARGARIDA REIS

 

Margarida Reis, licenciou-se em Canto na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto, na classe da Professora Fernanda Correia.

 

Como solista, destacam-se as suas interpretações em obras como *Requiem *de Mozart, *Stabat Mater* de Pergolesi, *Gloria* de Vivaldi, *Requiem op. 23* de Bomtempo, *9ª Sinfonia* de Beethoven, *Te Deum* de Bruckner, *Stabat Mater* de Rossini e *Requiem* de Verdi. Em Ópera, interpretou Dorabella de *Così Fan Tutte* de Mozart, *Suor Angelica* de Puccini, Meg Paige de *Falstaff *de Verdi, Miss Baggott de *The Little Sweep* de Britten*,* Marcellina de *Le Nozze di Fígaro *de Mozart, Mãe em *Der Jasager *de Kurt Weill, La Mére d’Iseut de *Le Vin Herbé *de Franck Martin e Flora de *La Traviata*.de Verdi

 

Cantou *El Amor Brujo* de Falla, *Rapsódia para Contralto* de Brahms e *Serenade to Music* de Ralph Vaughan Williams. Estreou e gravou *Alma – Cantata profana* de Luís Cardoso e *O Rapaz de Bronze* de Nuno Côrte Real.

 

Como divulgadora de Música Portuguesa, participou em inúmeros concertos e recitais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Bélgica e Brasil.

 

Trabalha regularmente com o pianista Jaime Mota, com quem gravou três CD´s dedicados à música portuguesa – “Perspectiva da obra para canto e piano de compositores do Porto do séc.XX” – apoiado pela Porto 2001 e pelo Ministério da Cultura, “Um breve olhar musical sobre a poesia de Florbela Espanca” e “Canções Populares Portuguesas” de Fernando Lopes Graça – encomendas da Câmara Municipal de Matosinhos.

 

Atualmente leciona no Conservatório de Música do Porto.

 

PAULO FERREIRA

 

Considerado pela crítica nacional como “o único tenor português de carácter spinto nos últimos cem anos” (in jornal Expresso by Jorge Calado, Novembro 2018) o Tenor português de carreira Internacional, aclamado pela crítica nacional e internacional fez sua estreia em 2011 ao lado da grande e prestigiada cantora Anna Netrebko, na grande sala da Kölner Philharmonie na Alemanha.
Posteriormente apresentou-se como protagonista em variadíssimas produções de Ópera e Concerto em tantos prestigiados palcos de Teatros de Ópera e Salas de Concerto por todo o mundo, em países tais como Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Holanda, Bélgica, Suécia, Noruega, Alemanha, Áustria, Itália, Eslováquia, República Checa, Hungria, E.U.A, etc.

 

Completando a sua carreira com uma igual e extensa actividade em repertório de Oratória & Concerto, aqui o Tenor destaca-se com as interpretações de obras tais como, “Requiem” de Andrew Lloyd-Webber, “IX Sinfonia” e “Christus am Ölberg” Op.85″ de Beethoven; “Petite Messe Solennelle” de Rossini, “Die Erste Walpurgisnacht, Op.60” de Mendelssohn e no “Requiem” de Mozart e “Messa da Requiem” de Verdi, este último na mítica sala da Filarmónica de Berlim onde se notabiliza por ter sido o Primeiro Cantor Português a cantar naquele tão consagrado palco.

 

Gravou em DVD para a etiqueta Cappriccio (em comercialização) o papel de G. Hagenbach na ópera “La Wally” de A. Catalani, numa récita ao vivo no Tiroler Landestheater, Innsbruck /Austria; para a etiqueta Naxos (DVD em edição) o papel de Enzo na ópera “La Gioconda” de A. Ponchielli, igualmente numa récita ao vivo na Ópera de Malmö (Suécia); e CD para a Deutsche Grammophon (em edição) no papel de Faust na ópera “Faust” de Gounod em Zagreb (Croácia).

 

A distinguir alguns pontos altos na sua vasta carreira, Paulo Ferreira cantou para S.A.R. os Reis da Holanda, integrado no Festival “Veerhaven Concert” em Roterdão, acompanhado pela “Het Nerderlands Philharmonisch Orkest” dirigida pelo Maestro Maxim Emelyanychev, concerto gravado para o Canal “Classica” e transmitido para todo o mundo; para S.S. o Papa Francisco em Roma (Basílica de San Giovanni in Luterano), integrado no “Festival Internazionale di Musica e Arte Sacra” acompanhado pela “Orchestre Philharmonie des Nations” dirigida pelo Maestro Justus Frantz, com a participação do Coro da “Wiener Singverein” de Viena; e para H.R.M. o Príncipe Carlos de Inglaterra no “Christmas Carol Concert” na Catedral de Winchester (Reino Unido) acompanhado pelo “Choral Foundation of Winchester Cathedral”.

 

Paulo Ferreira notabilizou-se pela crítica especializada internacional em “DER OPERNWELT”, como o grande tenor português detentor de “uma excepcional técnica de canto e uma voz poderosa e metálica, que recorda Caruso (…) e que combina na perfeição com o que se pode esperar de um Tenor de ópera italiana, com especialização no repertório tardio-romântico.

 

É natural de Santa Maria da Feira onde estudou Piano, Violoncelo e Canto na Academia de Música de Santa Maria, tendo prosseguido os estudos de Canto na ESMAE na classe do Prof. José de Oliveira Lopes.

 

Mais tarde prosseguiu os seus estudos de aperfeiçoamento com Professora Palmira Troufa (Porto) com quem começou a estudar como Tenor. Trabalhou repertório italiano, francês e alemão no Porto e na Suíça com o Maestro Marc Tardue; repertório italiano em Itália com pianista Enza Ferrari (preparadora vocal e pianista do Teatro Alla Scala de Milão); e repertório francês com Janine Reiss (directora do departamento vocal da Ópera de Paris e colaboradora de Maria Callas) em Paris.

 

Paulo Ferreira aperfeiçoou a sua voz cantada com grandes Mestres da Arte Lírica Mundial, tais como Ileana Cotrubas (Lisboa e Sul de França), Renata Scotto (Roma) Carlos Chausson (Barcelona) e Franco Sioli (Milão).

 

Paulo Ferreira é Licenciado em Canto pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, na classe do Professor José de Oliveira Lopes”.

 

 

JOB TOMÉ

 

Natural de Matosinhos, estudou no Conservatório de Música do Porto foi licenciado e mestrado em Canto pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto (ESMAE), sob a orientação do professor Rui Taveira. Fez parte do Estúdio de Ópera da Casa da Música onde começou a trabalhar com o professor Peter Harrison. Foi premiado nos concursos da Fundação Rotária Portuguesa, pela (ESMAE) obteve o prémio Helena Sá e Costa e pelo concurso de canto Luísa Todi. Em França integrou o Centre National d’Artistes Lyriques de Marselha (CNIPAL) e a Academia do Festival internacional de Ópera de AIX-en-Provence. É membro fundador e preside desde o seu início a companhia de ópera all’opera. É professor de Canto na Jobra e Instituto Politécnico de Bragança.

 

 

CORO DE CÂMARA DE AMARANTE

 

O Coro de Câmara de Amarante é um projeto coral, fundado em outubro de 2014 pelo seu atual maestro, Luciano Soares. Atualmente, o Coro de Câmara de Amarante é formado por 25 elementos, a maioria com formação musical, oriundos de vários pontos do concelho de Amarante, tendo também elementos de outros concelhos, nomeadamente, do Marco de Canaveses, Penafiel e Vila Real.
Foi fundado com o objetivo de implementarem Amarante um projeto de reconhecido valor artístico, inteiramente ligado à música vocal e coral. Desde a sua fundação que tem vindo a crescer artísticamente, apresentando-se, com regularidade, em vários eventos a nível nacional. Dedica-se à interpretação de obras históricas, sacras e profanas, com e sem acompanhamento instrumental, que vão desde o renascimento até à atualidade, focando-se na música coral do séc. XXI. Destaca-se a participação do Coro de Câmara de Amarante em festivais e competições internacionais de música coral onde, em 2019, alcançou um 3º lugar, na categoria de música sacra.

 

Mais recentemente, a partir do Coro de Câmara de Amarante, surgem os Pequenos Cantores de Amarante e os Jovens Cantores de Amarante, dois projetos artísticos e educativos, voltados para crianças e jovens dos 3 aos 17 anos de idade.

 

Localmente, tem vindo a colaborar com outras entidades artísticas, como a Orquestra do Norte e a Banda Musical de Amarante.

 

 

FERNANDO MARINHO

 

Natural de Amarante, é diplomado com os cursos de flauta do Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra.

 

Licenciado em Ensino Básico, estudou pedagogia musical na Paedak e flauta no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria), enquanto bolseiro Erasmus.
Como flautista tocou com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Algarve, Orquestra do Norte, Remix Ensemble, Orchestre d’Harmonie de Jeunes de l’UnionEuropéenne, entre outras. Trabalhou com reputados maestros, entre os quais Esa-PekkaSalonen, Lawrence Foster, Simone Young, PaavoJarvi, François Xavier Roth, Michael Zilm e Peter Rundel.

 

Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos a nível nacional e internacional. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober na HogeschoolZuid–Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-MarcBurfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

 

Frequentou masterclasses com Jean-Sebastien Béreau, Douglas Bostock, Roberto Montenegro, José Rafael Pascual Vilaplana, BaldurBronniman, Timothy Reynish, Peter Rundel, Eugene M.Corporon e Ernst Schelle.

 

É maestro das Orquestras do Conservatório de Música do Portoe foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional.

 

Dirigiu a Orquestra do Norte, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra de Câmara de Sintra, Orquestra de Câmara da Guarda Nacional Republicana, Orquestra Clássica da Madeira, Portuguese Brass, Banda Sinfónica Portuguesa, Remix Ensemble (Summer Academy), Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña, Banda Municipal de Pontevedra, Artística de Merza e Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

 

Desde outubro de 2018 é Diretor Artístico da Orquestra do Norte.

 

 

ORQUESTRA DO NORTE

 

A Orquestra do Norte, tutelada pela Associação Norte Cultural, desenvolve desde 1992 o seu projeto musical, tendo sido a primeira orquestra regional criada através de um concurso nacional promovido pelo governo português.

 

A ON foi pioneira no exercício de um projeto de descentralização cultural tendo ganho afirmação no meio musical e reconhecimento artístico a nível nacional e internacional.
Os seus objetivos primordiais passam pela criação de novos públicos através da oferta de programas musicais variados, adaptados à execução nos mais diversificados locais, desde importantes teatros e salas de concerto a espaços ao ar livre, salas de associações, escolas, igrejas, entre outros, conseguindo assim chegar a toda a população.

 

Ligação ao território; acesso à criação e à fruição da música erudita; dimensão intersectorial do trabalho orquestral; valorização da música e dos músicos; solidariedade, identidade e cidadania são as cinco linhas de orientação estratégica definidas na sua carta de missão.

 

A Orquestra do Norte conta com o apoio do Ministério da Cultura, tendo-lhe sido atribuído o Estatuto de Orquestra Regional.
Desde outubro de 2018, a Orquestra do Norte tem a Direção Artística do Maestro Fernando Marinho.

 

ELENCO ON
Diretor Artístico – Fernando Marinho

 

I Violinos
Clara Badia campos
Diogo Coelho
Mark Herendi
Mario Braña
Natalia Konik
Catarina Ferreira

 

II Violinos
Ana Tedim
Jaime Usera
Marta da Costa
Malgorzata Szymanska

Violas
Johan Rondón
Teresa Fleming
Helena Leão

 

Violoncelos
Rita Fernandes
Isabel Cupeiro López
Rozaliya Rashkova

 

Contrabaixos
Juan Guevara
Artur Senhor

 

Flautas
Kayoko Minamino
Paula Soares

 

Oboés
Russell Tyler
Luís Matos

 

Clarinetes
Nuno Madureira
Cátia Rocha

 

Fagotes
Joaquim Teixeira
Adam Odoj

 

Trompas
Mário Reis
Roberto Sousa
Rebecca Holsinger

 

Trompetes
Carlos Ribeiro
Flávio Silva

 

Trombones
José Pereira
Jorge Freitas

 

Tímpanos e Percussão
Vítor Brandão

 

 

Organização: Comissão da Semana Santa de Braga

 

Patrocínio: Arquidiocese de Braga, Associação Mutualista Montepio, Grupo Bernardo da Costa, BPI, Braga Parque, Carclasse, Costeira empreiteiros, Hóteis do Bom Jesus, MCM, Sabseg, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e Vila Galé Hóteis

Concerto “St. Paul’s Suite”, de Gustav Holst, pelo Conservatório de Música Calouste Gulbenkian

2 de abril, sábado, 21h30  |  Sé Catedral de Braga

 

Concerto St. Paul’s Suite de Gustav Holst

Requiem Op. 48 em Ré menor de Gabriel Fauré

 

Programa

– Jig
– Ostinato
– Intermezzo
– Finale

Requiem Op. 48 em Ré menor de Gabriel Fauré

1. Introit et Kyrie
2. Offertoire
3. Sanctus
4. Pie Jesu
5. Agnus Dei
6. Libera me
7. In paradisum

Soprano- Ana Rute Rei
Barítono- Pedro Telles

Coro de alunos do Secundário do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian
Direção Coral – Profª Ana Rute Rei

Coro de Pais do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian
Direção Coral: Maestro António Baptista

Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian
(alunos do 9º ano e do secundário)
Órgão- Prof. João Lima

Direção Musical: Prof. Paulo Matos

 

Notas ao programa

 

St. Paul’s Suit de Gustav Holst

 

Gustav Holst (1874-1934) foi um dos mais distintos compositores ingleses da primeira metade do século XX. Notabilizou-se por criar obras de influência folclórica, a partir da combinação de um idioma reconhecidamente inglês com recentes inovações harmónicas e rítmicas de compositores continentais. Holst é particularmente conhecido pela sua suite Os Planetas (1918), mas é também autor de muitas outras obras instrumentais de referência, como a Saint Paul’s suite.

 

Em 1904, Holst foi nomeado diretor musical da ‘Saint Paul’s Girls School’, em Londres, cargo que ocuparia até à sua morte e que articularia com a sua atividade de compositor. Foi neste local que compôs a maior parte das suas obras. A Saint Paul’s suite (1913) foi escrita especificamente para a orquestra desta escola e tem a particularidade de ter sido a primeira obra que produziu para esta instituição. Originalmente escrita para orquestra de cordas, Holst adicionar-lhe-ia partes de sopros.

 

Esta suite encontra-se dividida em quatro andamentos e sobre ela paira uma clara atração pela música inglesa de pendor folclórico. O primeiro e vigoroso andamento inicial, “Jig”, contém temas populares contrastantes que se entrecruzam. O curto andamento “Ostinato,” em tempo Presto, inicia com uma ideia musical apresentada pelos segundos violinos e que se prolonga até uma viola introduzir o tema principal. No “intermezzo”, um melancólico solo de violino introduz o tema principal sobre acordes em pizzicato, até que a viola e o violino dialogam. No último andamento, “Finalle”, a influência de Ralph Vaughan Williams, com quem estudou Royal College of Music e de quem assume a inspiração na música folclórica inglesa, torna-se ainda mais evidente. A canção popular do século XVI “Dargason” é introduzida delicadamente, até os violoncelos apresentarem a melodia medieval “Greensleeves”, momento a partir do qual as duas canções populares se desenvolvem até ao final da suite.

 

Saint Paul’s suite foi criada para um orquestra de jovens, e, também por isso, alia uma expressiva influência da música tradicional inglesa com as vertentes didática e artística.

 

Requiem Op. 48 em Ré menor de Gabriel Fauré

 

O Requiem, Op. 48, de Gabriel Fauré, é uma obra para coro a 4 vozes mistas, soprano e barítono solo, orquestra e órgão, composta em 1877-1888, e depois aumentada e orquestrada até 1889. Muito atingido pela morte da sua mãe (a 31 de dezembro de 1887), Fauré escreveu a maior parte do Requiem nos primeiros dias de 1888: o Introit e Kyrie, Sanctus, “Pie Jesu”, Agnus Dei e “In paradisum” foram apresentados na igreja de La Madeleine no dia 16 de janeiro com o acompanhamento de algumas cordas (harpa, violino, violas, violoncelo, contrabaixo, e violino solo no Sanctus), tímpanos e órgão. A 28 de Janeiro de 1892, num concerto da Sociedade Nacional revelou-se uma segunda versão da obra onde o autor tinha acrescentado os metais (2 trompas, 2 trombones e 3 trompetes). Incluía, então, o Offertoire, cujo solo de barítono estava concluído desde junho de 1889, e o “Libera me”, baseado numa peça para barítono e órgão datada de 1877. Para a edição, Fauré produziu a orquestração final (1899), baseada num quarteto de violas e violoncelos divididos, com violinos (do Sanctus), sopros, metais, harpas e tímpanos, sendo o órgão de acompanhamento quase permanente. Embora esta versão final tenha sido autoritária desde a sua criação, intérpretes e público estão agora a redescobrir orquestrações primitivas, contemporâneas à composição e talvez mais de acordo com o clima de acolhimento e intimidade que emana do Requiem.

 

1. Introit et Requiem
Começando com acordes escuros, a introdução ilumina-se, assim que a luz eterna é evocada (“et lux perpetua”). As repetições de um motivo curto ascendente (“luceat”), sublinhado por uma progressão inteiramente própria do modo maior, estabelecem o clima de esperança confiante que banhará toda a obra. Os tenores entoam então um tema simples e flexível que, após a discreta insistência da sua incisão inicial, desabrocha no contraponto móvel e contínuo das cordas. O início do verso, cantado pelas sopranos, ecoa no modo de sol. Com oposições de textura, contrastes dinâmicos e tensão harmónica contínua, a súplica de repente torna-se mais preemente: “exaudi orationem meam, ad te omnis caro veniet” (ouçam a minha oração, todos os seres de carne virão a Ti). O “Kyrie” e “Christe” retomam a estrutura bipartida desta primeira seção

 

2. Offertoire
Iniciado na incerteza tonal por um prelúdio instrumental feito de imitações, um canone de contraltos e tenores, despojado e austero, destaca a oração a Cristo libertador. Relegado a segundo plano, o horror do Tártaro (“de profundo lacu”, “de ore leonis”) é apenas evocado pelos trémulos das cordas. O barítono solo canta a oração de oferenda (“Hostias”), uma melodia quase imóvel que se insinua nas ondulações do seu acompanhamento, antes de citar o “Te decet” do Introit (“fac eas”). Ponto alto coral da obra, a 3ª parte da peça retomará o tema inicial num fugato lento atribuído às 4 partes. O “Amen” vocalizado expressa a certeza alegre e serena da salvação.

 

3. Sanctus
Os arpejos entrecruzados das harpas e violas divididas, sustentados pelos acordes do órgão, criam uma atmosfera propícia à contemplação de Deus, servido e adorado pelos serafins. Os sopranos e as vozes masculinas trocam, amplificando-o, um tema simples e conjugado, às vezes contraposto por um arabesco dos violinos cuja melodia não é desconhecida (“Te decet” do Introit, “face as”) do Offertoire). Os acordes destacados do acompanhamento e as interjeições do coro em estilo fanfarra (“Hossana”) nos fazem esquecer por um momento a doçura angelical que acaba se impondo definitivamente.

 

4. Pie Jesu
Terno apelo à misericórdia de Cristo, esta melodia de compasso ternário assenta num tema ao mesmo tempo determinado e flexível, confiado ao solo de soprano (originalmente a voz infantil da igreja). O acompanhamento, inicialmente limitado ao órgão e a um eco instrumental, amplia-se gradualmente para atender a um pedido que parece certo de ser ouvido.

 

5. Agnus Dei
Esta peça reúne o Agnus Dei propriamente dito e a comunhão. Os tenores desenvolvem uma ampla e pacífica melodia em fá maior, que é contraposta pela parte superior do acompanhamento. Será retomada após um episódio central, dramatizado pelas oposições de nuances, de ritmos sincopados, do lirismo das partes corais e da mobilidade harmónica mais forte. A comunhão (“Lux aeterna”) estabelece-se numa marcha modulante, num longo crescendo que conduz ao regresso da introdução do Requiem. Apagando imediatamente essa lembrança sombria, a contra melodia do tema principal reaparece no tom luminoso de Ré maior.

 

6. Libera me
Cantada durante o absoluto, essa resposta adota um estilo musical muito mais dramático. A melodia do barítono solo, obscurecida pelos reveses teimosos do baixo instrumental, não esconde uma preocupação real quando evoca o julgamento e as manifestações apocalípticas que a acompanham. No centro da peça, o verso “Dies illa, dies irae” aumenta ainda mais esse sentimento: o ritmo ternário das síncopas, os chamados das trompas, a progressão dolorosa das partes do baixo traduzem uma angústia que não ousou expressar até então. Mas a luz eterna prevalece definitivamente: “Et lux perpetua, luceat eis”.

 

7. In Paradisum
Esta é a antífona última do absoluto. Para esta aproximação ao paraíso, Fauré redescobre a atmosfera celestial que banhava o Sanctus. Construído sobre uma série de balanços, os infinitos arpejos do órgão, logo acompanhados pelas harpas, sustentam a melodia estática dos sopranos discretamente auxiliados pelo resto do coro. Desde a primeira audição, o Requiem revela a sua riqueza e variedade temática: frases curtas e simples no “Sanctus”, motivos mais rítmicos (“Hosanna”, “Dies illa”), longas curvas melódicas onde a invenção é constantemente renovada (“O Domine”, “Pie Jesu”, “Agnus Dei”, “Libera me”, “In paradisum”). Se por vezes encontramos desenvolvimentos polifónicos (“O Domine”), os temas apresentam-se frequentemente para uma só voz (“Requiem” e “Kyrie”, “Te decet”, “Pie Jesu”), voluntariamente contrapostos por um motivo instrumental (“Hostias”, “Sanctus”, “Agnus Dei”). Esses componentes melódicos sobrepõem-se e encaixam sempre num acompanhamento harmónico refinado. Bastante complexo, quando as modulações são interligadas por deslocamentos cromáticos ou diatónicos imprevistos, a linguagem harmónica ganha simplicidade nas passagens mais estáticas, principalmente nos acordes frequentes balanceados. O modo modal penetra em muitos temas, mas não se estende à harmonia. Sem estabelecer uma verdadeira estrutura cíclica, os lembretes temáticos contribuem para a unidade da obra (retorno do “Requiem” no final do Agnus Dei; tema do “Te decet” retomado na parte central do Offertoire, bem como um contraponto à melodia em “Sanctus”). O peso relativo da orquestração de 1899 não impede o sucesso de certas misturas instrumentais: a doçura etérea dos sopranos (na origem das vozes infantis), das harpas e do órgão (“Sanctus”, “In paradisum”); o calor das violas em frequente contraponto com as vozes; a dupla original de contraltos e tenores (Offertoire). Mais raro ou mais discreto do que nas melodias contemporâneas, o figuralismo continua a ser um processo expressivo privilegiado: atmosfera (“celestial” do “Sanctus” e “In paradisum”; palavras ou frases sublinhadas por uma mudança de tessitura, uma mudança melódica ou um tratamento instrumental particular; traduzem uma atitude espiritual (o “Amen” do Offertoire é uma vasta cadência “à italiana”, um sinal de adesão moral à oração de oferenda). A suavidade é a característica dominante de toda a obra. A sobriedade dos meios orquestrais, a suavidade das melodias, a distinção do estilo harmónico, tudo leva à interioridade. Aqui não há drama nem tragédia: a grandeza é pureza, a majestade é nobreza. É negado o estilo descritivo e teatral da qual a Grande Messe des Morts de Berlioz é a perfeita ilustração. Fauré não renuncia à evocação do juízo. O grito do “Exaudi”, a súplica do “Christe” ou no segundo “Agnus”, a tensão do “Libera me”, levado ao seu paroxismo no “Dies irae”, testemunham uma preocupação real. Mas a esperança prevalece sobre a dor, a serenidade triunfa sobre a angústia. Fauré não se reconhecia como crente. A sua abordagem espiritual, porém, aproxima-se do pensamento cristão: prevê o sofrimento da cruz e espera o acolhimento infinito do Pai.

 

Sobre a sua obra o compositor afirmou: “Dizem que o meu Requiem não expressa o medo da morte e alguns chamam-no de canção de embalar da morte. Mas é assim que vejo a morte: uma alegre libertação, mais uma aspiração em direção à felicidade do que uma experiência dolorosa.”

 

O seu Requiem foi executado em 1924 durante o funeral do próprio compositor em Paris.

 

Curriculae

 

ANA RUTE REI

 

Natural de Braga, completou o Curso Complementar no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian desta cidade, na classe da professora, Maria José Ribeiro. Trabalhou também com os professores Fernanda Salema, Maria Augusta Perestrelo e Felipe Silvestre.

 

Frequentou a Licenciatura em Ensino de Música de Aveiro, onde trabalhou com os professores António Salgado, Isabel Alcobia, João Lourenço, António Chagas Rosa e João Pedro Oliveira.
Frequentou cursos de aperfeiçoamento no estrangeiro com os professores António Salgado, José Oliveira Lopes e Amin Féres, Charles Spencer, Jane Davindson, Laura Sarti, Pat McMahon, Charles Hamilton, Robin Bowman , Henry Herford, Sue McCulloch, Nancy Argenta, Geoffrey Saunders e Natalie Davenport.

 

Apresentou-se regularmente como solista convidada com a Orquestra Filarmonia das Beiras, sob a direção do Maestro António Vassalo Lourenço e no Ciclo de Música Sacra da Rates.

 

No âmbito de Mestrado em Música apresentou a personagem Lucy da ópera “The Telephone” de Gian Carlo Menotti no Museu do carro Elétrico do Porto e na cidade de Sheffield (Inglaterrra).

 

É atualmente professora de canto e classes de conjunto/coro no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga.

 

 

PEDRO TELES

 

Pedro Telles iniciou os seus estudos vocais e performativos com a Professora Fernanda Correia e concluiu o Mestrado em Ensino da Música no Conservatório Superior de Gaia segundo a orientação das Professoras Doutoras Maria do Rosário de Sousa e de Fernanda Correia. Foi protagonista em várias óperas: Papageno na Flauta Mágica de Mozart, Giorgio Germont em La Traviata Verdi, Don Colagianni no Il Maestro di Musica Pergolesi, Dottore Malatesta no Don Pasquale Donizetti, Eneas no Dido e Eneas Purcell, Figaro nas Bodas de Figaro Mozart, Marcello em La Bohéme Puccini, O Piloto em O Pequeno Príncipe de Rachel Portman, Rigoletto no Rigoletto Verdi, Sábio na A Floresta Eurico Carrapatoso, Figaro e Dottor Bartolo no Barbeiro de Sevilha Rossini e Sharpless na Butterfly de Puccini. Interpretou, com a Orquestra do Norte, sob direcção do Maestro Ferreira Lobo, a ópera “O Crepúsculo do Crítico” de Henrique Silveira. Foi também solista em várias oratórias: Magnificat, Cantata Ich habe genug, Cantata 147, 4 Missas Brevis e Paixão segundo S. João de Bach. Missa Solemnis de S.Cecília de Gounod. Via Crucis de Liszt. Missa Dolorosa de Caldara. Missa D Major de Otto Nicolai. Missa da coroação e Requiem de Mozart. Passio de Arvo Part. Christmas Cantata de Vaughan Williams. Christmas Cantata de Saint Säens. Mass Solemnis e Stabat Mater de Rossini. Stabat Mater e Requiem de Dvorak. Children´s Mass de John Rutter. Requiem de Fauré. Requiem de Donizzetti. The armed Man de Karl Jenkins. Carmina Burana de Carl Orff. 9ª Sinfonia de Beethoven. Realizou como primeiras audições internacionais Fatimae Secretum Proditum de Henrique Silveira em Rzeszow na Polónia e de Jesus da Paixão segundo S. João composta pelo Cónego P. Ferreira dos Santos. Desenvolveu, durante vários anos, os seus conhecimentos técnicos e artísticos com a grande Cantora e Professora Hilde Zadek em Viena Áustria. Nas várias produções em que Pedro esteve envolvido , foi conduzido por Ferreira Lobo, Manuel Ivo Cruz, Mário Mateus, Gunther Arglebe, Ferreira dos Santos, Artur Pinho, Eugénio Amorim, Cesário Costa, Evgueni Zouldikine, Gaetano Soliman, Belarmino Soares, Marc Tardue, Julian Reynolds, Fernando Lapa, António Baptista, António Lourenço, Jairo Grossi, Armando Vidal, Sérgio Ferreira, Filipe Veríssimo, António Baptista and Lawrence Golan. É Professor na Licenciatura em Música e Teatro na Universidade do Minho em Braga. Maestro do Coro do curso de música da Universidade do Minho e do Coro de São Tarcísio.

 

 

PAULO JORGE SILVA LOPES MATOS

 

É diplomado pela Escola Superior de Música do Porto (ESMAE).

 

Como músico profissional integrou várias formações Orquestrais entre as quais se destacam a Orquestra do Norte, Orquestra Musicare e Orquestra de Espinho.

 

Atualmente é professor de violino, música de câmara e de orquestra, assumindo a direção da Orquestra Sinfónica no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga.

 

Com esta última formação apresentou-se nas mais importantes salas de espetáculo do nosso país, nomeadamente, a Casa da Música no Porto, Auditório do Centro Cultural de Belém em Lisboa, Theatro Circo em Braga, bem como nas principais Igrejas do norte do país.

 

O seu trabalho pedagógico abrange todo um repertório eclético, desde a música antiga até aos nossos dias, incluindo, ópera, repertório coral-sinfónico, musicais e estreias de algumas obras de música contemporânea.

 

Dirigiu, como maestro convidado, a Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins e ainda a Orquestra da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo.
Colaborou com solistas portugueses e estrangeiros, destacando-se, entre outros, Dora Rodrigues, Eduarda Melo, Sara Braga Simões, Carlos Nogueira, Liliana Coelho, Rui Gama, Ana Rute Rei, Leonel Pinheiro, João Lima, Sivan Rotem e Artur Caldeira.

 

 

Organizacão: Conservatório de Música Calouste Gulbenkian

 

Apoio: Comissão da Semana Santa de Braga e Paularte

Lançamento do livro “A Semana Santa em Braga”

31 de março, quarta-feira Santa, 16h00
Transmissão online via Facebook

 

Esta publicação pretende ser mais um contributo no processo de valorização da Semana Santa de Braga como manifestação indispensável no âmbito do património cultural imaterial português.
A sessão será presidida pelo Senhor Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga.

 

Autores
Rui Ferreira, texto
Hugo Delgado, fotografias

 

Transmissão online via Facebook. Confirme em www.semanasantabraga.com