Semana Santa de Braga surge cada vez mais inclusiva

O Museu da Sé de Braga acolheu ontem a apresentação dos locais de melhor acessibilidade da Semana Santa de Braga, que decorre entre 29 de Março e 5 de Abril.

 

O cónego Avelino Marques Amorim, presidente da Comissão da Semana Santa de Braga, frisou que a organização destas festividades tem procurado trabalhar com as associações e autoridades para encontrar soluções mais eficazes para os problemas de acesso das pessoas com mobilidade reduzida.

 

“Temos procurado tornar a Semana Santa mais acessível nos seus eventos. Não é uma tarefa facilitada, mas temos trabalhado com as associações e autoridades para encontrar respostas mais eficazes. Está tudo preparado para acolher todos aqueles que nos visitam durante esta semana”, destacou o cónego.

 

Por sua vez, Susana Ferreira, da Delegação de Braga da Associação Portuguesa de Deficientes, salientou que, este ano, cada procissão terá dois locais para as pessoas com mobilidade reduzida poderem assistir aos eventos com conforto.

 

“Achamos que é muito importante tornar a Semana Santa mais acessível para as pessoas com mobilidade reduzida. Temos agora a facilidade de ter locais onde essas pessoas poderão assistir às procissões de forma segura, sendo que esses locais estarão assegurados por voluntários. Este ano teremos haverá uma plataforma para facilitar a visualização das procissões. Haverá ainda dois locais por procissão para as pessoas com mobilidade reduzida”, destacou Susana Ferreira.

 

Esta apresentação contou ainda com a presença de Teotónio dos Santos, administrador dos TUB, que revelou que, durante a Semana Santa de Braga, os TUB irão disponibilizar três interfaces com autocarros de cinco em cinco minutos entre as 19.30 e as 00.30 horas. Teotónio dos Santos destacou ainda que estes autocarros terão um custo de um euro (ida e volta), sendo que os mesmos estão preparados para acolher e transportar pessoas com mobilidade reduzida.

 

(c) Texto: Antena Minho / Fotografia: DACS

 

Cem árvores plantadas no Bom Jesus

Processo de plantação começou de forma simbólica, sendo que a maior parte das árvores são plantadas em Outubro e Novembro. O objectivo é reduzir o impacto ambiental da Semana Santa de Braga.

 

A Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa deu ontem início à plantação de uma centena de árvores nas imediações do Bom Jesus.

 

A plantação resulta de um estudo de impacto ambiental realizado no ano passado. “O estudo concluiu que temos uma pegada muito reduzida. Apesar disso, quisemos dar esse contributo positivo, com a plantação das árvores. Esse também é o sentido da Páscoa, sermos geradores de vida e de positividade”, declarou o cónego Avelino Amorim, presidente da Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga.

 

A acção contou com a colaboração da Confraria do Bom Jesus do Monte.

 

“É um motivo muito nobre mitigar a pegada ecológica da Semana Santa . Estas árvores vão ter um contributo muito significativo, com certeza, para a renovação do oxigénio na cidade de Braga. Isto vem acrescentar um santuário mais sustentável, mais amigo do ambiente”. destacou Varico Pereira, vice-presidente da Confraria do Bom Jesus do Monte.

 

As árvores plantadas foram oferecidas pela Câmara Municipal de Braga.

 

“Temos trazido para aqui uma grande parte das árvores e das plantações que são doadas pela Câmara Municipal. A Câmara associou-se doando 100 árvores à Confraria do Bom Jesus do Monte, para que essas árvores possa, vir para aqui. Esta foi uma plantação simbólica”, explicou Altino Bessa. vice-presidente da Câmara Municipal de Braga.

 

A totalidade das árvores devem ser plantadas entre os meses de Outubro e Novembro deste ano.

 

O estudo ‘Pegada Ambiental da Semana Santa de Braga’ revela que o evento religioso tem um impacto médio de 27,3 quilos de CO2 (dióxido de carbono) por visitante/dia e um total de cerca de 8.183 toneladas. Os valores ficam abaixo dos apresentados por outros grandes eventos culturais e religiosos inter- nacionais.

 

(c) Texto: Antena Minho / Fotografia: CSSB

 

Núncio apostólico participa na Semana Santa de Braga a convite de D. José Cordeiro

O Núncio Apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa, vai estar em Braga durante os principais dias da Semana Santa, a convite de D. José Cordeiro, arcebispo metropolita de Braga. A presença do representante diplomático da Santa Sé assinala um momento de especial significado para a Arquidiocese, no contexto de uma das mais marcantes expressões da tradição litúrgica e religiosa em Portugal.

 

Segundo o programa previsto, D. Andrés Carrascosa chegará a Braga na Quarta-feira Santa, participando nessa noite no Cortejo bíblico “Vós sereis o meu povo” (Procissão de Nossa Senhora da “burrinha”). No dia seguinte, Quinta-feira Santa, estará presente na Missa Crismal, na Sé de Braga, após a qual participará no habitual almoço com o Presbitério da Arquidiocese, que tem lugar no Colégio D. Diogo de Sousa. Ao final da tarde, presidirá à Missa da Ceia do Senhor, que assinala o início do Tríduo Pascal e à noite participará na Procissão do Senhor “Ecce Homo”.

 

Na Sexta-feira Santa, o núncio apostólico presidirá à Celebração da Paixão do Senhor, podendo ainda associar-se à Procissão do Enterro do Senhor, uma das celebrações mais emblemáticas da Semana Santa bracarense.

 

Para D. José Cordeiro, a presença do representante do Papa nestes dias reveste-se de particular significado. O Arcebispo Primaz sublinha que a presença de D. Andrés Carrascosa em Braga é um sinal de comunhão eclesial e um incentivo a viver a Semana Santa com renovada profundidade espiritual.

 

O Arcebispo de Braga destaca ainda que esta visita acontece num momento em que o novo núncio manifestou o desejo de conhecer de perto a realidade da Igreja em Portugal. “Braga, com a sua história e a riqueza da sua tradição litúrgica, oferece uma expressão muito viva da fé cristã. É uma alegria acolher o representante do Santo Padre e partilhar com ele a vivência destes dias centrais da fé cristã”, refere.

 

Esse desejo de proximidade pastoral já começou, aliás, a concretizar-se. Após os primeiros contactos em Fátima e Leiria, em zonas particularmente afetadas pelos efeitos da tempestade Kristin, D. Andrés Carrascosa deslocou-se recentemente à Diocese do Algarve, numa visita que o bispo diocesano, D. Manuel Quintas, classificou como “um grande dia de comunhão eclesial”, vivido com o Núncio Apostólico e em comunhão com o Papa Leão XIV.

 

Em declarações recentes, o novo representante pontifício manifestou a intenção de visitar todas as dioceses portuguesas, bem como institutos religiosos, seminários e mosteiros, para conhecer de perto a vida da Igreja no país. A presença em Braga, durante a Semana Santa, inscreve-se neste propósito de proximidade e de escuta das comunidades locais.

 

A visita de D. Andrés Carrascosa à cidade dos arcebispos acontece, assim, no contexto do início da sua missão em Portugal, num tempo litúrgico particularmente significativo para a Igreja.

 

 

Quem é D. Andrés Carrascosa

 

D. Andrés Carrascosa, nascido em Cuenca (Espanha), a 16 de dezembro de 1955, foi ordenado sacerdote em 1980. Licenciado em Teologia Bíblica pela Universidade Pontifícia Gregoriana, ingressou posteriormente na Academia Eclesiástica Pontifícia. Licenciado em Direito Canónico e Doutor em Direito Internacional pela “Universidade de S. Tomás – Angelicum” de Roma, iniciou o seu percurso no serviço diplomático da Santa Sé.

 

Ao longo da sua carreira desempenhou missões diplomáticas em vários países e organismos internacionais, incluindo Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri, Gâmbia, países escandinavos, Brasil, Canadá, Nações Unidas em Genebra. Trabalhou durante sete anos na Secretaria de Estado do Vaticano em estreito contacto com o Papa S. João Paulo II.

 

Em 2004 foi nomeado núncio apostólico na República do Congo e no Gabão. Posteriormente desempenhou a mesma missão no Panamá e, desde 2017, no Equador, antes de ser nomeado Núncio Apostólico em Portugal pelo Papa, em dezembro de 2025.

 

Poliglota, fala espanhol, inglês, francês, italiano, português e alemão. É também autor do livro “A Santa Sé e a Conferência sobre a Segurança e a Cooperação na Europa”.

 

Desde que chegou a Portugal, tem manifestado a intenção de visitar as dioceses do país, aproximando-se das comunidades e conhecendo de perto a realidade da Igreja portuguesa. A Diocese do Algarve foi já uma das primeiras a receber a sua visita.