III Cortejo de Guiões dos Passos do Arciprestado de Braga

Organizado pela primeira vez em 2013 pela Irmandade do Mártir São Vicente, este cortejo integra desde 2014 o Programa da Semana Santa de Braga.

 

Participam neste cortejo além da Irmandade do Mártir São Vicente, enquanto instituição organizadora, as paróquias/freguesias de Cabreiros, Celeirós, Crespos, Figueiredo, Real e, a Irmandade de Santa Cruz de Braga.

 

Este Cortejo de Guiões tem como principais objetivos:
– Valorizar este importante património concelhio que são os Guiões que abrem as Procissões dos Passos que se realizam no Concelho de Braga;
– Revitalizar as mais características tradições da quadra da Paixão de Cristo;
– Enriquecer a dinâmica da Semana Santa.
– Promover junto dos bracarenses e a quem nos visita, as diversas Procissões de Passos realizados pelas paróquias/freguesias do arciprestado de Braga.

 

Além dos Guiões e demais bandeiras, cada Irmandade/Paróquia faz-se também representar no Cortejo, com um quadro bíblico mais significativo das suas Procissões.

 

–  Organização da Irmandade de S. Vicente  –

 

Itinerário (ver também mapa interativo):

 

Igreja de S. Vicente — Rua de São Vicente — Rua dos Chãos — Largo de São Francisco — Rua dos Capelistas — Rua Justino Cruz — Rua do Souto — Sé Catedral.

 

 

Bênção e Procissão dos Ramos


Domingo de Ramos

 

O Domingo de Ramos é o pórtico de entrada na Semana Santa. Neste dia a Igreja comemora a entrada de Jesus em Jerusalém, para consumar o seu mistério pascal. É uma entrada que prefigura e preludia a sua entrada, pela Ressurreição gloriosa, na Jerusalém Celeste. Jesus, porém, quis chegar ao triunfo passando pela Paixão e Morte. Por isso se lê, na Missa de Ramos, o evangelho da Paixão. Os fiéis são convidados a olhar para Jesus, o qual «sofreu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigamos os seus passos» (1 Pd 2, 21).

 

O dia começa com a

 

Bênção e Procissão dos Ramos

 

Nesta igreja, o Arcebispo procede à solene bênção dos ramos. Em seguida, desfila a Procissão dos Ramos em direção à Catedral, percorrendo a Rua D. Gonçalo Pereira. Qual o seu significado?

 

Cinco dias antes da morte, Jesus, manso e humilde, montado num jumentinho, desceu do Monte das Oliveiras em direção a Jerusalém. O povo saiu-lhe ao encontro, atapetando o caminho com os seus mantos e com ramos de árvores. As crianças e todo o povo aplaudiam-no com entusiasmo: “Hossana ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas!”.

 

 

Missa do Domingo de Ramos


Missa do Domingo de Ramos

 

As leituras desta Missa, sobretudo a narração da Paixão segundo S. Marcos, colocam diante da assembleia o quadro dos acontecimentos dolorosos de Jesus que irão ser comemorados ao longo da Semana Santa. Convidados a seguir os seus passos, os cristãos sabem que “se sofremos com Ele, também com Ele seremos glorificados” (Rm 8, 17).

 

 

Procissão dos Passos

 

A solene Procissão dos Passos oferece aos espetadores, em quadros alegóricos e encenação dramática, o mesmo que, na Missa de Ramos, foi lido no evangelho da Paixão e recorda-nos que Jesus «sofreu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigamos os seus passos» (1 Pd 2, 21). Nela desfilam as figuras que intervieram no julgamento, condenação e morte de Jesus: soldados, algozes e inimigos; mas também Cireneus amigos, Madalenas arrependidas e piedosas mulheres. O próprio Jesus, o «Senhor dos Passos», levando a cruz às costas, atravessa as ruas da Cidade, como outrora percorreu as de Jerusalém. Integram-se na frente da procissão os guiões das Irmandades dos Passos do Arciprestado de Braga.

 

A procissão detém-se junto à igreja de Santa Cruz, para o Sermão do Encontro

 

No decurso deste sermão, os ouvintes assistem ao comovente encontro de Jesus com sua Mãe Dolorosa, a “Senhora das Dores”.

 

–  Organizada pela Irmandade de Santa Cruz  –

 

Itinerário (ver também mapa interativo)

 

Segue o itinerário dos “Passos” ou “Calvários”:   Igreja do Seminário — Largo de Paulo Orósio — Rua do Alcaide — Campo de Santiago — Rua do Anjo — Largo Carlos Amarante (contornando-o) — Largo de S. João do Souto — Rua D. Afonso Henriques — Rua D. Gonçalo Pereira — Rua D. Paio Mendes — Av. S. Miguel-o-Anjo — Arco da Porta Nova — Rua D. Diogo de Sousa — Largo do Paço — Rua do Souto — Largo do Barão de S. Martinho — Rua de S. Marcos — recolhendo à Igreja de Santa Cruz.

 

 

Semana Santa de Braga – Uma história gráfica, no Braga Parque

Mantendo a tradição de mais de uma década, o Braga Parque volta a apoiar a Semana Santa de Braga, tendo sido oficialmente “Declarada de Interesse para o Turismo” a 23 de novembro de 2011. Este evento envolve a comunidade bracarense num ambiente e vivência muito particulares, apelando às raízes cristãs que acompanharam a história da própria cidade.

 

O Braga Parque, devido à sua forte relação com a comunidade local e com os costumes e tradições da cidade, patrocina a Semana Santa de Braga, nomeadamente o mais importante concerto na Sé Catedral – Coro da Sé Catedral do Portoz, com orquestra e solistas: “O Gólgotha”, de Frank Martin (1840-1974) no dia 31 de março às 21h30.

 

Este ano, o Braga Parque receberá ainda uma exposição única de cartazes da Semana Santa desde 1948 – “Semana Santa de Braga- Uma história gráfica“, de 20 de março a 10 de abril.

 

Trata-se de uma criteriosa selecção dos 39 cartazes mais emblemáticos deste evento, gentilmente cedidos pela Biblioteca Pública de Braga e pela Comissão da Semana Santa, dos quais foram feitas réplicas. A exposição, organizada pelo Braga Parque, mostra-nos a beleza e evolução da comunicação da Semana Santa, marcando cada época pelas escolhas dos tons e dos materiais de impressão. Apesar da procissão com mais antigo registo da Semana Santa de Braga ser a Procissão das Endoenças, que detém notícias desde 1628, a história gráfica do evento apenas de iniciou em 1948, com a conceção do primeiro cartaz registado das celebrações.

 

A partir dessa data surge um número significativo de imagens ilustradas com o objetivo de anunciar e promover a edição anual das Solenidades da Semana Santa. A exposição do Braga Parque, “Semana Santa de Braga- Uma história gráfica“, mostra-nos vários detalhes como a escolha do roxo e do negro como tonalidades dominantes, o farricoco como o elemento iconográfico mais utilizado nos sucessivos cartazes, ou a cruz, também elemento primordial de representação.

 

Uma exposição a não perder que irá desvendar mais um pouco da história da cidade de Braga.