Lava-Pés e Missa da Ceia do Senhor

29 de março, quinta-feira Santa, 16h00  |  Sé Catedral

A anteceder a Missa da Ceia do Senhor, o Arcebispo que preside lava os pés a doze pessoas que representam os doze Apóstolos. Assim se comemora o que fez Jesus e se actualiza a sua eloquente lição: «Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, levou até ao extremo este seu amor. […] Levantou-se da mesa, depôs as vestes e tomando uma toalha pô-la à cinta. Depois de lhes lavar os pés […], disse-lhes: ‘Compreendestes o que vos fiz? Vós chamais-me Mestre e Senhor e dizeis bem porque Eu o sou. Ora, se Eu, sendo Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também’» (Jo 13, 1-15).

 

Terminado este rito, segue-se a Missa da Ceia do Senhor. É uma celebração dominada pelo sentimento do amor de Cristo que, na véspera da sua Paixão, enquanto comia a Ceia com os discípulos, instituiu o Sacrifício-Sacramento da Eucaristia, como memorial da sua Morte e Ressurreição a celebrar, tornando-o sempre actual, no decurso dos tempos: «Durante a ceia, tomou o pão dizendo: ― ‘Tomai e comei. Isto é o meu corpo, entregue por vós.’ Do mesmo modo, tomou o cálice e, dando graças, deu-o aos discípulos dizendo: ― ‘Tomai e bebei todos. Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de Mim’» (Lc 22, 19-20).

 

No momento próprio, o Presidente da celebração faz a homilia apropriada, com especial incidência na lição do lava-pés e no «mandamento novo» deixado por Jesus como testamento espiritual para os seus discípulos (Sermão do Mandato). «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. […] É nisso que todos reconhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros como Eu vos amei a vós» (Jo 13, 34-35).

 

Terminada a missa, a assembleia canta a hora de Vésperas, enquanto que o Cristo vivo presente na Hóstia consagrada é conduzido em procissão pelas naves da Catedral para um lugar de adoração (a representar o Horto das Oliveiras), onde permanecerá até ser dali retirado, também processionalmente, no dia seguinte, para o sepulcro. Os fiéis são convidados a velarem com Ele, na hora da sua Paixão. Em sinal de luto, o altar é desnudado.

 

Durante a tarde, os fiéis são convidados a visitarem as sete igrejas, que representam as Sete Estações de Roma (Sé Catedral, Misericórdia, Santa Cruz, Terceiros, Salvador, Penha e Conceição / Mons. Airosa). 

 

Ao mesmo tempo, um numeroso grupo de farricocos, percorre o centro da cidade, com as suas ruidosas matracas. Na sua origem pagã, eram um grupo de mascarados que percorria as ruas, anunciando a passagem dos condenados e relatando os seus crimes. Já «cristianizados», em tempos antigos, conforme a mentalidade de então, percorriam as ruas chamando os pecadores públicos à sua reintegração na Igreja, depois de arrependidos e perdoados. Era a forma do tempo, de entender a misericórdia para com os pecadores, aos quais tinha sido aplicada a indulgência (ou «endoença»). Atualmente, atribui-se-lhe um significado substitutivo e residual, de chamamento dos Irmãos da Misericórdia para a procissão da noite. O uso das ruidosas «matracas» para este efeito foi instituído em anos remotos para substituir o toque dos sinos, que nos dias maiores da Semana Santa ficavam silenciosos.

Ofício de Laudes (sexta-feira Santa)

30 de março, sexta-feira Santa, 10h00  |  Sé Catedral

Com alocução do Presidente. Terminadas as Laudes, os Capitulares presentes acolhem os penitentes que desejarem receber o Sacramento da Reconciliação (confissão).

 

Durante o dia, visita ao Santo Sepulcro (na capela de Nª Sra. do Sameiro, Sé Catedral) onde permanece a Sagrada Eucaristia.

 

Nesta mesma tarde, na Catedral, tem lugar a Celebração da Morte do Senhor, onde se inclui a Procissão Teofórica do Enterro.

Concerto “Paixão Segundo S. João”

18 março, domingo, 21h30  |  Capela Imaculada

Arvo Pärt

Para solistas, coro misto, instrumentos e órgão (1982)

 

Jesus: Nuno Mendes

Pilatos: Almeno Gonçalves

Quarteto evangelista: Eva Braga Simões, Leonor Barbosa de Melo, Luís Toscano, Pedro Lopes

EAnsemble – UCP-Porto

Direção: Pedro Monteiro 

 

 

– Organização da Pós-graduação em Música Sacra – Universidade Católica Portuguesa e Comissão da Semana Santa de Braga –

 

Patrocínio da Cachapuz

Exposição de Fotografia “A Semana Santa de Braga”

16 de março a 5 de abril  |  Fonte do Ídolo

Trabalho premiados na 9ª edição do Concurso de Fotografia (2017).

 

Na sala de exposições temporárias da Fonte do Ídolo, na Rua do Raio, Braga. 
Horário: de seg. a sexta, das 9h30 às 13h e das 14h às 17h30 – e aos sábados, das 11h  às 17h30.

 

– Iniciativa da Comissão da Semana Santa –

 

Apoio da Câmara Municipal de Braga.

Missa Crismal e Benção dos Santos Óleos

29 de março, quinta-feira Santa, 10h00  |  Sé Catedral

Neste dia a Igreja lembra o início da Paixão do seu Senhor, comemorando especialmente os seguintes acontecimentos: Instituição do Sacerdócio; Instituição da Eucaristia; Agonia de Jesus e Seu julgamento. Neste dia, embora discretamente, se faz também memória da antiga tradição das «endoenças» (indulgência ou perdão concedidos aos pecadores públicos).

 

Comemorando a instituição do sacerdócio, o Arcebispo Primaz faz-se acompanhar de todo o clero da Arquidiocese e com este, como presbitério participante do seu pleno sacerdócio, concelebra a Eucaristia. Durante a celebração, consagra os Santos Óleos, que serão levados pelos presbíteros para as suas paróquias a fim de servirem para ungir os baptizandos e os doentes.

Procissão do Enterro do Senhor

30 de março, sexta-feira Santa, 21h30  |  Sai da Sé Catedral

A imponente Procissão do Enterro do Senhor ― de todas a mais solene e comovente ― leva pelas ruas da Cidade o esquife do Senhor morto. É precedido por um andor com a cruz despida e seguido pelo da Senhora das Dores. Acompanham-no aquelas e outras irmandades, cavaleiros das Ordens Soberana de Malta e do Santo Sepulcro de Jerusalém, Capitulares da Sé, corporações diversas e autoridades. Em sinal de luto, os Capitulares e os membros das Confrarias vão de cabeça coberta. Para mostrar a sua dor, as figuras alegóricas ostentam um véu de luto. As matracas dos farricocos vão silenciosas. As bandeiras e estandartes, com tarja de luto, arrastam-se pelo chão.

 

Itinerário

Sé Catedral > Rua D. Gonçalo Pereira > Largo de S. Paulo > Largo de Paulo Orósio > Rua do Alcaide > Campo de Santiago > Rua do Anjo > Rua de S. Marcos > Largo Barão de S. Martinho > Rua do Souto > Rua Dr. Justino Cruz > Rua Eça de Queirós > Praça Municipal > Rua da Misericórdia > Rua D. Diogo de Sousa > Arco da Porta Nova > Av. S. Miguel-o-Anjo > Rua D. Paio Mendes e recolhe à Sé Catedral.

 

– Organizada pelo Cabido da Catedral, Irmandade da Misericórdia, Irmandade de Santa Cruz e Comissão da Semana Santa – 

Espetáculo “Stabat Mater Dolorosa” e “Missa em mi Bemol”

27 de março, terça-feira Santa, 21h30  |  Sé Catedral

1ª parte

Stabat Mater Dolorosa

Antonio Caldara (1670-1736)

 

2ª parte

Missa em mi Bemol

Franz Schubert (1797-1828)

 

As citadas obras serão interpretadas por cinco Solistas, a Orquestra Sinfónica das Beiras e o Coro da Sé Catedral do Porto, sob a direção de Tiago Ferreira.

 

– Organização da Comissão da Semana Santa –

 

Patrocínio de Arquidiocese de Braga, BPI, Braga Parque, Cachapuz, Costeira, Hospital de Braga, Luís Rufo Consultoria, Luís Montenegro, MCM, Associação Mutualista Montepio, Pi Creative Studio, SABSEG e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e Vila Galé Hotéis.

Espetáculo / Via-sacra, sob o tema “Despertar Esperança”

21 de março, quarta-feira, 21h00  |  Auditório Vita

Utentes e colaboradores do Centro de Apoio e Reabilitação para Pessoas com Deficiência (CARPD – Touguinha), equipamento social da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde.

 

“Jesus, promessa do Pai e anseio do povo, revela-se esperança para as multidões e, sobretudo, esperança para os grupos marginalizados, sem voz, sem dignidade! Jesus gastou-se a “despertar esperança” à sua volta, desvelando o coração de Deus, como Pai, e o sentido da vida dos homens, como filhos!”

 

– Oferta da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde –