As 7 Últimas Palavras de Cristo na Cruz

25 de março, domingo de Ramos, 21h00   |  Basílica dos Congregados

 

No dia 25 de Março, Domingo de Ramos, às 21h, na Basílica dos Congregados, o actor Miguel Guilherme, o Quarteto Verazin e o Pe. Pablo Lima, reúnem-se para ajudarem-nos a meditar as Se7e Últimas Palavras de Cristo na Cruz. A iniciativa tem entrada livre e conta com tradução em Língua Gestual Portuguesa.

 

O Quarteto Verazin

 

O Quarteto Verazin, agrupamento de cordas residente do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim (FIMPV), apresentou-se oficialmente pela primeira vez em Julho de 2007. Participou em diversas masterclasses, nomeadamente com os quartetos de cordas Prazak, Fine Arts, Pavel Haas, Ardeo e Ebène, inseridas no FIMPV (edições de 2007, 2010, 2012, 2013 e 2014). Trabalhou com Vladimir Mendelssohn e Jacek Klimkiewicz, na Folkwang Hochschule de Essen. Tem sido orientado pelos Professores Ryszard Wóycicki, Ana Bela Chaves, Radu Ungureanu e Pavel Gomziakov. O agrupamento dedica-se à divulgação do extenso repertório que muitos dos mais reputados compositores escreveram para quarteto de cordas (já interpretou em público obras de Joseph Haydn, Beethoven, Schubert, Felix Mendelssohn, Antonín Dvorák, Claude Debussy, Maurice Ravel, Dmitri Shostakovich, Johannes Brahms, Borodin, Golijov, Grieg, Pärt, Hugo Wolf e Sergei Prokofiev).

 

Em estreia mundial, apresentou em Julho de 2008 o Quarteto nº 2 – “Movimentos do Subsolo”, de António Pinho Vargas, obra encomendada pelo FIMPV e gravada posteriormente em Outubro do mesmo ano (o respectivo CD foi lançado em 2009). Também em estreia mundial, apresentou em Julho de 2009 a obra “Verazin nº 1” expressamente encomendada pela 31ª edição do FIMPV ao compositor Carlos Azevedo. A formação insere-se regularmente na programação do FIMPV, desde 2007.

 

Ator convidado: Miguel Guilherme

 

Miguel Guilherme Guerra Neves de Almeida, actor e encenador, nasceu em Lisboa, em 1958.

 

Iniciou a sua carreira no Teatro da Comuna, destacando-se na peça O Dragão, de Eugène Schwartz, com João Mota. Nos anos seguintes trabalhou com João Lourenço, no Teatro Aberto, e Mário Feliciano, no Teatro São Luiz. Em 1987 inicia uma colaboração regular com o Teatro da Cornucópia, sob a direcção de Luís Miguel Cintra. Foi ainda dirigido por José Wallenstein, Fernanda Lapa, Adriano Luz, António Pires, Ricardo Pais e António Feio. Representou William Shakespeare, Samuel Beckett, Botho Strauss, Bertolt Brecht, Edward Bond, Luigi Pirandello, entre muitos outros.

 

Como encenador estreou-se em Perversões, de David Mamet, ao lado de José Pedro Gomes, para o Clube Estefânia. A esta primeira experiência, seguem-se Desastres, a partir de uma colagem de textos de Ionesco, Samuel Beckett e Philip Dick, no Teatro da Cornucópia; À Espera de Godot, de Samuel Beckett, no Teatro da Comuna; Vai Ver Se Chove, adaptado de Georges Courteline, novamente na Cornucópia.

 

Na televisão participou em telefilmes de Paulo Rocha, Luís Filipe Costa e Edgar Pêra, trabalhou com Herman José em Humor de Perdição (1987), Herman Enciclopédia (1997) e Herman 98 (1998) e Herman 99 (1999); integrou o elenco de séries como Conta-me como Foi (RTP – 2007, 2008 e 2009), Bocage de Fernando Vendrell, que protagonizou (RTP – 2006), O Fura-Vidas (SIC – 1999) ou Sai da Minha Vida (SIC – 1996).

 

No cinema, um dos seus primeiros trabalhos, foi o filme Filha da Mãe, de João Canijo, em 1990. No mesmo ano trabalhou com Manoel de Oliveira em Non ou a Vã Glória de Mandar, realizador que também o dirigiu em A Divina Comédia, que protagonizou (1991), Vale Abraão (1993), A Caixa (1994), Palavra e Utopia (2000) e O Quinto Império (2004). Trabalhou ainda em filmes de Jorge Silva Melo, Fernando Lopes (1993 – O Fio do Horizonte, 2002 – O Delfim e 2004 – Lá Fora), José Fonseca e Costa (1996 – Cinco Dias, Cinco Noites e 2003 – O Fascínio), António-Pedro Vasconcelos, Jorge Cramez, Solveig Nordlund (2002 – Aparelho Voador a Baixa Altitude), Fernando Matos Silva, Paulo Rocha, Manuel Mozos (1999 – Quando Troveja), entre outros. Participou em Alice, de Marco Martins (2005), no remake de O Pátio das Cantigas e ainda no filme português mais recente O Leão da Estrela.

 

Na rádio co-apresentou, com Nuno Artur Silva, o programa História Devida na Antena 1/RDP, baseado num modelo criado por Paul Auster, nos EUA.

 

Pe. Pablo Lima

 

Pablo Lima, nasceu em Caracas, Venezuela, em 1982.
Ordenado padre em Viana do Castelo, 2006.
Licenciado em Teologia, em Braga, 2003;
mestrado em acompanhamento espiritual, em Salamanca, 2006;
mestrado em Exegese Bíblica, 2015, pelo Pontifício Instituto Bíblico, de Roma,
com frequência na Universidade Hebraica de Jerusalém.
Actualmente é Pároco de Vila de Punhe,
professor convidado na Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Braga
Director da Escola Superior de Teologia e Ciências Humanas
e Presidente do Instituto Católico de Viana do Castelo.

Sessão de história sobre “Nossa Senhora das Dores nos Congregados”

14 de março, quarta-feira, 21h30  |  Basílica dos Congregados

Sessão sobre a história da devoção de Nossa Senhora das Dores venerada desde 1761 no antigo templo dos oratorianos na cidade de Braga.

 

Com Monsenhor Silva Araújo e Rui Ferreira.

 

Animação Musical: “Stabat Mater” de Pergolesi com o Harawi Ensemble.

 

– Iniciativa integrada no programa “À Descoberta de Braga”, da Câmara Municipal de Braga –

Procissão do Senhor «Ecce Homo»

29 de março, quinta-feira Santa, 21h30  |  Sai da Igreja da Misericórdia

Organizada desde tempos antigos pela Irmandade da Misericórdia, a Procissão do Senhor «Ecce Homo» evoca o julgamento de Jesus, ao mesmo tempo que celebra a misericórdia por Ele ensinada.

 

Abre o cortejo o exótico grupo dos farricocos com grosseiras vestes de penitência, descalços e encapuçados, de cordas à cinta, como outrora os penitentes públicos, uns empunhando matracas e outros alçando fogaréus (taças com pinhas a arder). Daí chamar-se também «Procissão dos Fogaréus». Integrados na procissão, os fogaréus evocam os guardas que, munidos de archotes, foram, de noite, prender Jesus.

 

A imagem do Senhor «Ecce Homo» (ou «Senhor da cana verde») representa o Cristo que se declarara rei e que o governador romano pôs a ridículo pondo-lhe na mão um simulacro de ceptro (uma cana verde). Foi assim que Pilatos o apresentou à multidão, dizendo: ― «Eis aí o Homem!» («Ecce Homo»).

 

Além de muitas figuras alegóricas da Ceia e do julgamento de Jesus, desde 2004 incorporam-se na procissão alegorias das catorze obras de misericórdia, bem como figuras históricas ligadas à fundação e à história das Misericórdias, especialmente à de Braga. Desde há alguns anos incorporam-se também várias Irmandades da Misericórdia de diversos pontos do País.

 

Itinerário

Igreja da Misericórdia > Rua D. Diogo de Sousa > Arco da Porta Nova > Av. S. Miguel-o-Anjo > Rua D. Paio Mendes > Rua D. Gonçalo Pereira > Largo de S. Paulo > Largo de Paulo Orósio > Rua do Alcaide > Campo de Santiago > Rua do Anjo > Rua de S. Marcos > Largo Barão de S. Martinho > Rua do Souto > Rua Dr. Justino Cruz > Rua Eça de Queirós > Praça Municipal > Rua da Misericórdia > e recolhe à Igreja da Misericórdia.
[Veja também o mapa, na página inicial deste sítio]

 

– Organizada pela Irmandade da Misericórdia –

Exposição “A Mater Dolorosa na Cidade de Braga”

5 de março a 31 de março  |  Galeria do Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho

Mostra histórica e documental sobre um dos ideários devocionais que mais significativo se tornou nas dinâmicas promovidas na Quaresma e na Semana Santa de Braga.

 

– Iniciativa do Conselho Cultural da Universidade do Minho e Câmara Municipal de Braga –

Ofício de Laudes (sábado Santo)

31 de março, sábado Santo, 10h00  |  Sé Catedral

Com alocução do Presidente, aludindo às Sete Palavras de Jesus na Cruz.

 

Terminadas as Laudes, os Capitulares presentes acolhem os penitentes que desejarem receber o Sacramento da Reconciliação (confissão).

 

À noite, também na Catedral, celebra-se a Vigília Pascal e procede-se à Procissão da Ressurreição.

Exposição Itinerante “A Semana Santa em Braga”

fevereiro a abril  |  Várias localidades de Portugal

Exposição itinerante, multiligue, que pretende apresentar e cativar interessados e turistas, convidando-os a visitar Braga e a sua Semana Santa.

 

Em 2018, estará patente nos seguintes locais:

26 de fevereiro a 5 de março  |  Estação de Santa Apolónia, Lisboa
5 a 12 de março  |  Estação de Ovar
12 a 19 de março  |  Estação de Valença
19 a 26 de março  |  Estação de Ermesinde
26 de março a 3 de abril  |  Estação de S. Bento, Porto

 

– Iniciativa da Comissão da Semana Santa –

 

Apoio da Câmara Municipal de Braga e das Infraestruturas de Portugal.

Celebração da Morte do Senhor

30 de março, sexta-feira Santa, 15h00  |  Sé Catedral

 

Às 15h, em doze locais da cidade, há lançamento de morteiros, assinalando a morte de Jesus. Convidam a um minuto de silêncio em Sua memória.

 

À mesma hora em que Cristo expirou, os cristãos celebram o mistério da Sua Morte redentora. Não há Missa, como Seu memorial, mas comemoração directa, integrando a sequência dos actos seguintes:

 

1ª Parte ― Liturgia da Palavra: leituras alusivas ao sacrifício de Cristo, intercaladas com cântico de salmos, e narração da Paixão de Jesus segundo S. João. O Bispo que preside profere a homilia, tradicionalmente conhecida como Sermão do Enterro.

 

2ª Parte ― Oração universal: sequência de orações pelas necessidades da Igreja e do mundo.

 

3ª Parte ― Adoração da Cruz. Depois de conduzida, encoberta, ao Bispo Presidente, este proporciona ao povo a progressiva descoberta do seu mistério ― «Eis o madeiro da Cruz!» ―, ao mesmo tempo que o convida à sua adoração: ― «Vinde, adoremos!». E todo o povo desfila, então, aproximando-se para beijar e adorar o que foi o preço da sua redenção.

 

4ª Parte ― Comunhão eucarística. Comungando o Corpo de Cristo, os fiéis lembram as palavras de S. Paulo: «Sempre que comerdes deste pão […] anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha» (1 Cor 11, 26).

 

Segue-se o canto de Vésperas e em seguida a Procissão Teofórica do Enterro. Costume trazido de Jerusalém pelo Convento de Vilar de Frades, no séc. XV ou XVI, daí passou a muitas catedrais. Abolido no séc. XVII, manteve-se na catedral bracarense (segundo o apelidado Rito Bracarense). Nesta impressionante procissão, o Santíssimo Sacramento, encerrado num esquife coberto de um manto preto, é levado pelas naves da Catedral — daí o nome de procissão teofórica (que transporta Deus) — e deposto em lugar próprio para a veneração dos fiéis. Os acompanhantes cobrem o rosto em sinal de luto. Dois meninos ou duas senhoras, alternando com responsórios do coro, cantam em latim e em tom de comovido lamento: «Heu! Heu! Domine! Heu! Heu! Salvator noster!» (Ai! Ai! Meu Senhor! Ai! Ai! Salvador nosso!).