Celebração da Morte do Senhor

Às 15h, em doze locais da cidade, há lançamento de morteiros, assinalando a morte de Jesus. Convidam a um minuto de silêncio em Sua memória.

 

À mesma hora em que Cristo expirou, os cristãos celebram o mistério da Sua Morte redentora. Não há Missa, como Seu memorial, mas comemoração directa, integrando a sequência dos actos seguintes:

 

1ª Parte ― Liturgia da Palavra: leituras alusivas ao sacrifício de Cristo, intercaladas com cântico de salmos, e narração da Paixão de Jesus segundo S. João. O Bispo que preside profere a homilia, tradicionalmente conhecida como Sermão do Enterro.

 

2ª Parte ― Oração universal: sequência de orações pelas necessidades da Igreja e do mundo.

 

3ª Parte ― Adoração da Cruz. Depois de conduzida, encoberta, ao Bispo Presidente, este proporciona ao povo a progressiva descoberta do seu mistério ― «Eis o madeiro da Cruz!» ―, ao mesmo tempo que o convida à sua adoração: ― «Vinde, adoremos!». E todo o povo desfila, então, aproximando-se para beijar e adorar o que foi o preço da sua redenção.

 

4ª Parte ― Comunhão eucarística. Comungando o Corpo de Cristo, os fiéis lembram as palavras de S. Paulo: «Sempre que comerdes deste pão […] anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha» (1 Cor 11, 26).

 

Segue-se o canto de Vésperas e em seguida a Procissão Teofórica do Enterro. Costume trazido de Jerusalém pelo Convento de Vilar de Frades, no séc. XV ou XVI, daí passou a muitas catedrais. Abolido no séc. XVII, manteve-se na catedral bracarense (segundo o apelidado Rito Bracarense). Nesta impressionante procissão, o Santíssimo Sacramento, encerrado num esquife coberto de um manto preto, é levado pelas naves da Catedral — daí o nome de procissão teofórica (que transporta Deus) — e deposto em lugar próprio para a veneração dos fiéis. Os acompanhantes cobrem o rosto em sinal de luto. Dois meninos ou duas senhoras, alternando com responsórios do coro, cantam em latim e em tom de comovido lamento: «Heu! Heu! Domine! Heu! Heu! Salvator noster!» (Ai! Ai! Meu Senhor! Ai! Ai! Salvador nosso!).

 

 

Ofício de Laudes (sexta-feira Santa)

Com alocução do Presidente. Terminadas as Laudes, os Capitulares presentes acolhem os penitentes que desejarem receber o Sacramento da Reconciliação (confissão).

 

Durante o dia, visita ao Santo Sepulcro (na capela de Nª Sra. do Sameiro, Sé Catedral) onde permanece a Sagrada Eucaristia.

 

Nesta mesma tarde, na Catedral, tem lugar a Celebração da Morte do Senhor, onde se inclui a Procissão Teofórica do Enterro.

 

 

Abertura do Lausperene Quaresmal

A cidade de Braga conserva esta antiga tradição de, no decurso da Quaresma, todos os dias expor à adoração dos fiéis o Santíssimo Sacramento, desde o princípio da manhã até ao fim da tarde, passando sucessivamente de igreja em igreja.

 

É uma devoção antiga, instituída em 1710 pelo Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles, e muito assumida, quer pelas igrejas, que se esmeram na arte floral das suas tribunas e altares, quer pelas muitas pessoas crentes, de todas as idades e condições, que acorrem a visitar o Senhor, exposto à adoração.

IV Cortejo dos Guiões dos Passos do Concelho de Braga

É já hoje, sábado, que a Irmandade do Mártir São Vicente de Braga e respectiva Comunidade Paroquial levam a efeito o ‘III Cortejo de Guiões dos Passos do Concelho de Braga’, que conta com a participação das freguesias de Cabreiros, Celeirós, Crespos, Figueiredo, Real e da Irmandade de Santa Cruz de Braga.

 

Depois de terem estado expostos na Igreja paroquial de São Vicente, os Guiões seguem amanhã em Cortejo até à Sé Catedral onde ficarão em exposição até ao ‘Domingo de Pascoela’, dia 12 de abril. Com saída marcada para as 16h:00, o cortejo inicia-se no adro da Igreja de São Vicente, seguindo pela rua de São Vicente, Largo dos Penedos, rua dos Chãos, Largo de São Francisco, rua dos Capelistas, rua Justino Cruz, rua do Souto, rua do Cabido até à Sé Catedral.
Com esta iniciativa, a Irmandade do Mártir São Vicente pretende congregar e rematar na cidade, através deste Cortejo de Guiões, o ciclo de procissões de Passos, levado a efeito pelas paróquias do arciprestado/concelho de Braga, durante o período quaresmal, reunindo assim num só cortejo processional, todos os Guiões que abrem as Procissões dos Passos que se realizam no Concelho de Braga, bem como, divulgar e promover junto dos bracarenses (citadinos e não só), turistas e demais visitantes que, por ocasião da Semana Santa ocorrem a Braga, todo um vasto património – material e imaterial -, inerente a estas manifestações de fé e religiosidade.

 

Além dos Guiões (estandarte que abre as Procissões) e demais bandeiras alusivas à quadra, cada Irmandade/Paróquia faz-se também representar no Cortejo, com um quadro bíblico mais significativo das suas Procissões e dos respectivos agrupamentos escutistas com as suas fanfarras.

 

Os Passos e a simbologia das Três cruzes

 

Este ano, pela primeira vez, o ‘Cortejo de Guiões’ integra ainda um conjunto de três cruzes – no início, a meio e no fim -, que pretendem significar a Paixão a Morte e a Redenção de Cristo.