18 e 25 de fevereiro, 3 e 10 de março, domingos da Quaresma, 15h00 | Pórtico do Bom Jesus do Monte
Via Sacra, seguido de Eucaristia na Basílica do Bom Jesus do Monte às 16h30.
Via Sacra, seguido de Eucaristia na Basílica do Bom Jesus do Monte às 16h30.
A cidade de Braga conserva esta antiga tradição de, no decurso da Quaresma, todos os dias expor à adoração dos fiéis o Santíssimo Sacramento, desde o princípio da manhã até ao fim da tarde, passando sucessivamente de igreja para igreja. É uma devoção muito antiga, instituída em 1710 pelo Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles; e muito assumida, quer pelas igrejas que se esmeram na arte do adorno floral das suas tribunas e altares, quer pelas muitas pessoas crentes, de todas as idades e condições, que acorrem a visitar o Senhor exposto à adoração.
[pode ver aqui o calendário quaresmal completo]
Início da Quaresma
Na sexta e sábado que precedem o IV domingo da Quaresma de cada ano, tem lugar a iniciativa “24 horas para o Senhor”.
(Papa Francisco, Bula Misericordiae vultus, de abril de 2015)
20h00 / 21h00: Santo Adrião
21h00 / 22h00: S. Lázaro
22h00 / 23h00: S. Vicente
23h00 / 24h00: S. Victor
00h00 / 01h00: Gualtar e Este (São Mamede)
01h00 / 04h00: Grupos e Comunidades da Zona Cidade-Este
04h00 / 05h00: Sé, S. João do Souto e Cividade
05h00 / 06h00: Maximinos
06h00 / 07h00: Ferreiros
07h00 / 08h00: Departamento Arquidiocesano da Pastoral Familiar
Iniciativa: Zona Pastoral da Cidade de Braga e Este / 2024
Proposta do Departamento Arquidiocesano da Pastoral Juvenil
Concerto “Caminhos – dor, luz e esperança”
Música: Sofia Sousa Rocha (1986-)
Letra: Cónego João Aguiar (1950-2023)
Concerto “Miserere”
De João Evangelista Pereira da Costa (1798-1832).
Instrumentação de J. Casimiro Júnior
Concerto “Lux Aeterna”
De Morten Lauridsen (1943-)
Orquestra e Coro do Distrito de Braga
Organização: Comissão da Semana Santa de Braga
Patrocínio: Arquidiocese de Braga, Associação Mutualista Montepio, Grupo Bernardo da Costa, BPI, Braga Parque, Carclasse, Costeira Empreiteiros, Hotéis do Bom Jesus, MCM, Pi Creative Studio, Sabseg, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e Vila Galé Hotéis
Todo o Domingo é um dia pascal, porque simboliza e evoca, no ritmo cristão das semanas, o primeiro dia do mundo novo inaugurado com a Ressurreição de Cristo. O Domingo de Páscoa é, nesse sentido, o paradigma de todos os domingos. Por isso proclama a Liturgia: — «Este é o dia que o Senhor fez! Exultemos e cantemos de alegria!» Por isso também, nele, a Igreja celebra com especial solenidade a Eucaristia, memorial que recorda aquele mistério.
A anteceder a Missa da Ceia do Senhor, o Arcebispo que preside lava os pés a doze pessoas que representam os doze Apóstolos. Assim se comemora o que fez Jesus e se atualiza a sua eloquente lição: «Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, levou até ao extremo este seu amor. […] Levantou-se da mesa, depôs as vestes e tomando uma toalha pô-la à cinta. Depois de lhes lavar os pés […], disse-lhes: ‘Compreendestes o que vos fiz? Vós chamais-me Mestre e Senhor e dizeis bem porque Eu o sou. Ora, se Eu, sendo Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também’» (Jo 13, 1-15).
Terminado este rito, segue-se a Missa da Ceia do Senhor. É uma celebração dominada pelo sentimento do amor de Cristo que, na véspera da sua Paixão, enquanto comia a Ceia com os discípulos, instituiu o Sacrifício-Sacramento da Eucaristia, como memorial da sua Morte e Ressurreição a celebrar, tornando-o sempre atual, no decurso dos tempos: «Durante a ceia, tomou o pão dizendo: — ‘Tomai e comei. Isto é o meu corpo, entregue por vós.’ Do mesmo modo, tomou o cálice e, dando graças, deu-o aos discípulos dizendo: — ‘Tomai e bebei todos. Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de Mim’» (Lc 22, 19-20).
No momento próprio, o Presidente da celebração faz a homilia apropriada, com especial incidência na lição do lava-pés e no «mandamento novo» deixado por Jesus como testamento espiritual para os seus discípulos (Sermão do Mandato). «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. […] É nisso que todos reconhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros como Eu vos amei a vós» (Jo 13, 34-35).
Terminada a missa, a assembleia canta a hora de Vésperas, enquanto que o Cristo vivo presente na Hóstia consagrada é conduzido em procissão pelas naves da Catedral para um lugar de adoração (a representar o Horto das Oliveiras), onde permanecerá até ser dali retirado, também processionalmente, no dia seguinte, para o sepulcro. Os fiéis são convidados a velarem com Ele, na hora da sua Paixão. Em sinal de luto, o altar é desnudado.
A visita às Sete Igrejas é uma tradição ancestral associada à vivência da Quinta-Feira Santa na cidade de Braga. Esta prática devocional está vinculada à realização da Procissão das Endoenças que as Misericórdias organizavam. O imaginário que preside a esta prática estará certamente relacionado com as sete igrejas de peregrinação da cidade de Roma, que os fiéis devem visitar sempre que é proclamado Ano Santo. Hodiernamente este costume mantém-se. As sete igrejas são “marcadas” com uma cruz da paixão junto da sua porta de entrada. Durante a tarde de Quinta-Feira Santa, os fiéis são convidados a visitarem sete igrejas da cidade de Braga: Sé Primaz, Misericórdia, Santa Cruz, Terceiros, Salvador, Penha e Conceição.
Ao mesmo tempo, um numeroso grupo de farricocos, percorre o centro da cidade, com as suas ruidosas matracas. Na sua origem pagã, eram um grupo de mascarados que percorria as ruas, anunciando a passagem dos conde-nados e relatando os seus crimes. Já «cristianizados», em tempos antigos, conforme a mentalidade de então, percorriam as ruas chamando os pecadores públicos à sua reintegração na Igreja, depois de arrependidos e perdoados. Era a forma do tempo, de entender a misericórdia para com os peca-dores, aos quais tinha sido aplicada a indulgência (ou «endoença»). Atualmente, atribui-se-lhe um significado substitutivo e residual, de chamamento dos Irmãos da Misericórdia para a procissão da noite. O uso das ruidosas «matracas» para este efeito foi instituído em anos remotos para substituir o toque dos sinos, que nos dias maiores da Semana Santa ficavam silenciosos.
Via Sacra na Igreja do Bom Jesus, seguida de Eucaristia às 16h30.
A noite do sábado antes de Ramos é como uma primeira Vigília, de carácter penitencial, a preparar a Semana Santa, tal como, no sábado seguinte, a Vigília Pascal será a celebração festiva do triunfo de Jesus sobre a morte.
21h30 – Procissão em que se faz a Trasladação da Imagem do Senhor dos Passos, da Igreja de Santa Cruz para a Igreja do Seminário, percorrendo a Rua do Anjo, Largo de Santiago (onde serão cantados o Miserere e outros motetes), e Largo de S. Paulo.
22h00 – Recolhida a procissão, segue-se a Via-Sacra, com o povo cantando os «Martírios» e percorrendo, pela sua ordem, as seguintes «estações» ou «calvários», em que estão representados oito dos «passos» de Cristo no seu caminho para o Calvário. Estes têm a seguinte identificação e localização:
1ª Estação – Jesus toma a sua cruz
Largo de São Paulo
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2ª Estação – Jesus encontra Sua Mãe
Largo de Santiago
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3ª Estação – Jesus cai por terra
Rua de S. Paulo
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4ª Estação – A Verónica limpa o rosto de Jesus
Rua D. Paio Mendes
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5ª Estação – A caminho do Calvário
Casa do Igo (Campo das Carvalheiras)
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6ª Estação – Jesus consola as mulheres de Jerusalém
Arco da Porta Nova
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7ª Estação – Segunda queda
Largo do Paço
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8ª Estação – Jesus é pregado na cruz
Casa dos Coimbras
O andor do Senhor dos Passos recolhe à igreja do Seminário (S. Paulo), de onde sairá no dia seguinte a Procissão dos Passos.
Procissão dos Passos no concelho de Braga:
Sendo uma das manifestações devocionais mais repetidas em Portugal, a Procissão dos Passos, além da ocorrência na cidade de Braga no Domingo de Ramos, regista outros cerimoniais do mesmo género no território bracarense.
Neste quarto domingo da Quaresma, ocorrem procissões nas freguesias de Figueiredo e Real.
Organização: Irmandade Santa Cruz