Pintura “encontros com Cristo”

 

Pintura de joão osvaldo rodrigues.

 

Patente na Casa dos Crivos, rua de S. Marcos.
De segunda a sexta, das 10h às 12h e das 15h às 19h
Sábado das 15h às 18h

 

Pendurados numa cruz!

“Um dos braços aí vai, projetado para o alto, atirado para as nuvens, ou lá para os altos céus, onde se diz que Deus habita.
Que o mundo é para redimir, e nas alturas mora o redentor.
Por esse braço vertical tudo sobe até Deus.
E de Deus tudo desce, em socorro da humanidade.
Mas a cruz não se faz apenas de verticalidade. Também tem um braço horizontal, a empurrar-nos para o lado, para o próximo, para o irmão.
Que o amor a Deus exige o amor aos companheiros de estrada.
E tratando-se de salvar, há que pensar nos arranhados, nos lacerados, nos farrapos, nos aviltados, nos doentes, nos moribundos, nos desfavorecidos pela vida. São esses os destinatários primeiros da salvação que Deus tem para oferecer.
Iconograficamente, a vida que do alto jorra tem a forma e a cor da romã, vida que se divide em múltiplos grãos, sangue que se verte até à última gota. Múltiplos grãos, porque o amor a todos inclui; até à última gota, pois só ama a sério quem oferece a vida pelos amados.
Mas também vale a figura do cordeiro, do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Então pela cruz passa Deus. Então pela cruz passa o mundo. Então na cruz está Deus. Então na cruz está o mundo que precisa de ser redimido.
E os braços cruzam-se, como cruzada queremos ver a nossa vida com a de Deus, como cruzada queremos ver a vida de Deus com a nossa.
Salvos – eis a notícia! Por quem nos ama loucamente – eis a razão! Através de uma cruz – eis o trono!
E sirvam as telas de eco à loucura apaixonada de Deus pela humanidade!”

[Paulo Abreu]

 

Biografia do pintor

 

João Osvaldo Rodrigues , português, natural de Lamego, 61 anos.
A minha obra manifesta-se de forma visionária e conceptual. É uma pequena pedra luminosa que, numa estrada obscurecida, nos abre percursos, nos desenvolve a imaginação, nos leva a descobrir projectos próprios, subitamente tornados claros pela percepção do subtil, pelo desnudar do aparente real.
Com o volver dos anos fiz-me pintor e escultor, profissionalizei-me como professor. Momentos da minha obra foram premiados pela Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa. Grande parte da obra, quer de pintura, como de escultura foi realizada em Lamego, minha terra natal, e continuada em Braga, onde vivo.
Enquanto pintor assumo-me um estimulador de sensações, um provocador.
Exposições realizadas:
Lisboa (1976, 1978); Porto (1988); Braga (2003, 2005, 2009, 2012, 2013, 2014; Lamego (1975, 1987, 1988, 1990, 1992, 2010, 2012, 2013); Chaves (1987); Vila Real (1975, 1989); Peso da Régua (1981, 1986); Moimenta da Beira ((1980, 1988, 1989); Armamar (1987, 1988); Fafe (1988); Resende (1989); Penedono (1990); S. João da Pesqueira (1990); Meda (1990); Tabuaço (1990); Viseu (1991); Aveiro (1997); Medina del Campo, Espanha (2013).

 

–  Organização da Santa Casa da Misericórdia de Braga e da Câmara Municipal de Braga –

 

Patrocínio do Montepio Geral.

 

 

“Vós sereis o meu povo” (Procissão de Nossa Senhora da “burrinha”)


Cortejo bíblico 
“Vós sereis o meu povo” – Procissão de Nossa Senhora da “burrinha”

 

Organizado, desde 1998, pela Paróquia e pela Junta de Freguesia de S. Victor, este eloquente cortejo apresenta a pré-história do Mistério Pascal de Jesus que a Igreja celebra nos dias seguintes. Desde o chamamento de Abraão, passando pela era dos Patriarcas, pela escravidão no Egipto e gesta libertadora de Moisés (prefiguração de Cristo), até à infância de Jesus, incluindo a sua fuga para aquele país com José e Maria com o Menino montada numa burrinha, desfilam, em sucessão cronológica e em verdadeira catequese viva, profetas, reis, figuras eminentes, símbolos e quadros bíblicos do Antigo Testamento. No essencial, assim é figurada a Aliança de Deus com o seu povo — «Vós sereis o meu povo» — e prefigurada a Nova Aliança que será selada com o sangue de Cristo.

 

– Organização da Paróquia e Junta de Freguesia de S. Vitor –

 

Itinerário (ver também mapa interativo)

 

Igreja de S. Victor — Largo da Senhora-a-Branca — Avenida Central (lado norte) — Largo de S. Francisco — Rua dos Capelistas — Jardim de Santa Bárbara — Rua do Souto — Largo do Barão de S. Martinho — Avenida Central (lado sul) — Largo da Senhora-a-Branca — Igreja de S. Victor.

 

 

Missa Solene do Domingo de Páscoa

 

Missa Solene do Domingo de Páscoa

Todo o Domingo é um dia pascal, porque simboliza e evoca, no ritmo cristão das semanas, o primeiro dia do mundo novo inaugurado com a Ressurreição de Cristo. O Domingo de Páscoa é, nesse sentido, o paradigma de todos os domingos. Por isso proclama a Liturgia: “Este é o dia que o Senhor fez! Exultemos e cantemos de alegria!” Por isso também, nele, a Igreja celebra com especial solenidade a Eucaristia, memorial que recorda aquele mistério.

 

Visita Pascal
É um costume muito enraizado no norte de Portugal, este de, no Domingo de Páscoa, um grupo de pessoas (Compasso), sempre que possível presidido por um sacerdote, com trajes festivos e partindo da respetiva igreja paroquial, se dirigir com a Cruz enfeitada aos lares cristãos a anunciar a Ressurreição de Cristo e a abençoar as suas casas.

 

Soam campainhas em sinal de júbilo, fazem-se tapetes de flores pelas ruas e caminhos, estrelejam foguetes no ar. Entrando em cada casa, estabelece-se um pequeno diálogo celebrativo. Dá-se depois a Cruz a beijar a todos os presentes.

 

Visita Pascal aos Paços do Concelho
No âmbito da Cidade de Braga, esta visita é revestida de um significado especial.

 

 

Ofício de Laudes


Ofício de Laudes, com alocução do Presidente.

Terminadas as Laudes os Capitulares presentes acolhem os penitentes que desejarem receber o Sacramento da Reconciliação (confissão).

 

Durante o dia, visita ao Santo Sepulcro

 

— na capela de Nª Sra. do Sameiro, Sé Catedral —

 

onde permanece a Sagrada Eucaristia.

 

 

Procissão do Enterro do Senhor


Procissão do Enterro do Senhor
Esta imponente procissão, de todas a mais solene e comovente, leva pelas ruas da Cidade o esquife do Senhor morto. É precedido por um andor com a cruz despida e seguido pelo da Senhora das Dores. Acompanham-no diversas irmandades, cavaleiros das Ordens Soberana de Malta e do Santo Sepulcro de Jerusalém, Capitulares da Sé, corporações diversas e autoridades. Em sinal de luto, os Capitulares e os membros das Confrarias vão de cabeça coberta. Para mostrar a sua dor, as figuras alegóricas ostentam um véu de luto. As matracas dos farricocos vão silenciosas. As bandeiras e estandartes, com tarja de luto, arrastam-se pelo chão.
Organizada pelo Cabido da Catedral, Irmandades da Misericórdia e de Santa Cruz e Comissão da Semana Santa.

 

Itinerário (ver também mapa interativo)

 

Sé — Rua D. Gonçalo Pereira — Largo de S. Paulo — Largo de Paulo Orósio — Rua do Alcaide — Campo de Santiago — Rua do Anjo — Rua de S. Marcos — Largo Barão de S. Martinho — Rua do Souto — Largo do Paço — Rua D. Diogo de Sousa — Arco da Porta Nova — Av. S. Miguel-o-Anjo — Rua D. Paio Mendes — Sé.

 

 

Celebração da Morte do Senhor


Celebração da Morte do Senhor
À mesma hora em que Cristo expirou, os cristãos celebram o mistério da sua Morte redentora. Não há Missa, como seu memorial, mas comemoração direta, integrando a sequência dos atos seguintes:

 

1.ª Parte
Liturgia da Palavra
Leituras alusivas ao sacrifício de Cristo, intercaladas com cântico de salmos, e narração da Paixão de Jesus segundo S. João. O Bispo que preside profere a homilia, tradicionalmente conhecida como Sermão do Enterro.

 

2.ª Parte
Oração universal
Sequência de orações pelas necessidades da Igreja e do mundo.

 

3.ª Parte
Adoração da Cruz
Depois de conduzida, encoberta, ao Bispo Presidente, este proporciona ao povo a progressiva descoberta do seu mistério — «Eis o madeiro da Cruz!» —, ao mesmo tempo que o convida à sua adoração: — «Vinde, adoremos!». E todo o povo desfila, então, aproximando-se para beijar e adorar o que foi o preço da sua redenção.

 

4.ª Parte
Comunhão eucarística
Comungando o Corpo de Cristo, os fiéis lembram as palavras de S. Paulo: «Sempre que comerdes deste pão […] anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha» (1 Cor 11, 26).

 

Segue-se o canto de Vésperas.

 

E depois, a Procissão Teofórica do Enterro.
Costume trazido de Jerusalém pelo Convento de Vilar de Frades, no séc. XV ou XVI, daí passou a muitas catedrais. Abolido no séc. XVII, manteve-se na Catedral bracarense. Nesta impressionante procissão, o Santíssimo Sacramento, encerrado num esquife coberto de um manto preto, é levado pelas naves da Catedral — daí o nome de procissão teofórica (que transporta Deus) — e deposto em lugar próprio para a veneração dos fiéis. Os acompanhantes cobrem o rosto em sinal de luto. Dois meninos ou duas senhoras, alternando com responsórios do coro, cantam em latim e em tom de comovido lamento: «Heu! Heu! Domine! Heu! Heu! Salvator noster!» (Ai! Ai! Meu Senhor! Ai! Ai! Salvador nosso!).