Carlos Almeida: «Os turistas chegam cá e ficam de boca aberta»

Carlos Almeida, responsável pelo serviço da Sé Catedral e sacristão-mor, coordena e orienta todos os preparativos no interior da Sé de Braga onde trabalha há mais de 40 anos. Natural de Paredes Secas, em Amares, mas a viver em Braga desde 1961, conhece aquele templo como a palma da sua mão, já que quase tudo passa por si.

 

«Oriento tudo dentro da catedral. No caso das procissões, monto os pálios e outras estruturas e oriento tudo no exterior», explicou ao Diário do Minho, destacando o orgulho que sente em participar em todo este processo. «Se não tivesse prazer em estar aqui, já cá não estava», disse, confessando, contudo, ser «doloroso» ouvir os problemas de quem procura a Sé Catedral em busca de algum conforto.

 

No decorrer das celebrações da Semana Santa, «a agitação é diferente». «Dá muito trabalho e muita dor de cabeça coordenar tudo, porque tudo passa pelas minhas mãos», referiu, considerando que, atualmente, o evento «tem melhorado».

 

«Agora temos o turismo a crescer com a maior promoção através da Entidade do Porto e Norte de Portugal que tem divulgado noutros países a nossa Semana Santa e isso é benéfico porque vêm pessoas que não conheciam. Muitos turistas chegam cá e ficam de boca aberta ao verem uma cidade tão bonita, que acolhe toda a gente e com as ruas enfeitadas durante a Quaresma. Então quando chegam à Sé, ficam deslumbrados», referiu o senhor Carlos.

 

Brasil, Alemanha e Espanha são alguns dos países que mais turistas fornecem a Braga durante as Solenidades da Semana Santa de Braga. Porém, também já foram avistados turistas oriundos de países como a Síria ou Israel. «Nunca tinha visto cá pessoas desses locais e agora vejo», confessou o responsável.

 

 

[Rubrica em parceria com o jornal Diário do Minho]

Cónego António Macedo: «As cerimónias estão muito valorizadas»

Há cerca de 60 anos que o cónego António Macedo, capelão da Santa Casa da Misericórdia, vive intensamente as Solenidades da Semana Santa de Braga, as quais considera que têm sido engrandecidas com a introdução de várias iniciativas de índole cultural e religiosa.

 

Numa breve entrevista ao Diário do Minho, o responsável apontou algumas curiosidades relacionadas com esta manifestação religiosa que, todos os anos, atrai à cidade milhares de pessoas.

 

Uma delas prende-se com a ornamentação das artérias pelas quais passavam as procissões e que, na década de 50, era variável consoante o episódio bíblico retratado. «Na procissão de Quinta-feira Santa as ruas tinham uma ornamentação roxa, na Sexta-feira a negro e, de Sábado para Domingo, passava a branco. Faziam tudo de noite. Era uma despesa muito grande porque o percurso era sempre o mesmo e mudar isso tudo era fantástico»,recordou.

 

Por outro lado, a preparação dos Passos que, apesar de se tratar de uma organização da Irmandade de Santa Cruz, era feita por zonas, pelos populares. «Não havia a homogeneidade que há hoje. Antigamente havia o dos bombeiros, o dos comerciantes do Campo de Santiago,… Havia o gosto popular aplicado à realidade da paixão, portanto havia mais variedade», explicou o cónego.

 

As mudanças das últimas décadas estendem-se ainda à liturgia, que era toda ela em latim. Para o responsável, esta alteração para as várias línguas, como o português, é algo de positivo.

 

A forte adesão turística às Solenidades da Semana Santa de Braga é outra das grandes mudanças. «Isto era uma enchente mas eram pessoas de Braga e das aldeias e terrinhas à volta. Mas agora não. Agora temos gente que vem do Canadá, do Japão, de todo o lado», disse, atribuindo esta subida da afluência à maior promoção da cidade e, ainda, à introdução de eventos culturais, que inclui espetáculos musicais e exposições. «As cerimónias estão muito mais valorizadas agora», considerou.

 
 
[Rubrica em parceria com o jornal Diário do Minho]

Mensagem do Arcebispo Primaz para a Quaresma

Estamos em Ano Missionário. Esta é uma oportunidade única para todos – em tudo e sempre – redescobrirmos a nossa identidade baptismal. Não podemos desperdiçar esta graça.

 

Teremos de “ir mais longe”. Somos todos convocados a “sair” sem fronteiras, de coração a coração. O critério param edir a eficácia das nossas estruturas e a fecundidade do nosso trabalho é a missão do próprio Jesus. Medida máxima, portanto, mas por isso mesmo a medida do amor a suscitar uma entrega plena. Queremos ser Igreja de discípulos missionários. O caminho está traçado. Importa dar consistência e acreditar nos frutos. Ultrapassemos a inércia e redescubramos a nossa missão no seio das comunidades e em favor da Humanidade. O envolvimento da Arquidiocese no projecto de cooperação missionária entre Braga e Pemba, já no seu terceiro ano de concretização, é uma boa ocasião e um bom termómetro para aferir a capacidade de concertação entre a Arquidiocese, as paróquias e suas estruturas, os Movimentos Eclesiais, os Seminários e até estruturas civis, desde ONG’s a empresas. Se queremos que a Arquidiocese readquira um rosto missionário, todos deverão sentir-se envolvidos neste compromisso que foi discernido sinodalmente e agora está a ser concretizado colegialmente.

 

Não existe “só Pemba”. Olhamos para o nosso território de missão e para o mundo inteiro. A missão está ao nosso lado e concretiza se em muitos outros lugares. Mas existe Pemba: Diocese concreta com a qual temos relações privilegiadas. Importa revalorizar este relacionamento neste ano missionário. Para o efeito, renovo o convite a sacerdotes para que queiram oferecer um período da sua vida a esta causa. Enriquecer-se-ão e a Arquidiocese também se enriquecerá. Passar um período de tempo, como aquele dedicado às férias, também é uma proposta com muito encanto. Alargo este convite aos leigos para que ousem oferecer algo de si. O nosso Centro Missionário sabe dar todas as orientações necessárias.

 

A reabilitação da casa da paróquia de Santa Cecília de Ocua é uma urgência, conjuntamente com a construção de uma casa que, no futuro próximo, possa albergar a Congregação feminina que dará estabilidade à presença cristã nessa Paróquia. Recordamos que só a Paróquia de Santa Cecília de Ocua tem cerca de 100km de extensão, com 96 comunidades cristãs que, no nosso contexto, equivaleriam a 96 paróquias.

 

Muitas outras iniciativas poderão ser concretizadas. Bastará permitir que o amor seja criativo! Os movimentos, paróquias e empresas poderão deixar o seu nome ligado à felicidade de muitas pessoas, construída com a generosidade de poucas coisas que lá são muito grandes. Alguns Serviços Arquidiocesanos e Movimentos já decidiram deixar a sua marca naquelas comunidades. Outros se esperam.

Neste tempo especial da Quaresma, além do habitual Contributo penitencial, espero que sejamos capazes de reabilitar a missão sem fronteiras nas estruturas arquidiocesanas e nas pessoas, conscientes de que o cristianismo nos abre a horizontes que não conhecemos, mas são nossos.

 

Seguidores de Cristo, convoco todos, cada um à sua maneira, para esta aventura de experimentar quanto o amor de Cristo sugere em favor da Humanidade   aqui nas nossas comunidades e na diocese de Pemba.

 

A mensagem do Santo Padre recorda-nos que estamos a trair a relação harmoniosa com o meio ambiente e que não podemos tornar- nos senhores absolutos da natureza, usando-a para proveito próprio em detrimento dos outros. Enquanto muitos falam de compromisso ambiental, o cristão vive uma relação responsável com a criação.

 

Iniciamos a Quaresma rumo à celebração festiva da Páscoa. Na árvore da nossa vida e das comunidades, queremos podar as incoerências evangélicas e permitir o reflorescer de frutos que testemunhem uma Igreja comunhão a viver para e da missão.

 

Convido os sacerdotes a que  motivem as comunidades para a missão, assim como para a atenção e respeito pela natureza. Que esta Quaresma seja  um tempo de conversão e que a Igreja  Arquidiocesana resplandeça nos frutos do Evangelho.

 

† Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz

 

Apresentado programa 2019 da Semana Santa de Braga

Ocorreu hoje, dia 12 de fevereiro, pelas 11h, na sacristia-mor da Sé Catedral de Braga, a conferência de imprensa de apresentação e lançamento do programa e cartaz da Semana Santa de Braga 2019.

 

A mesa era composta pelo senhor provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga, Dr. Bernardo Reis; o senhor provedor da Irmandade de Santa Cruz, Dr. Luis Rufo; o presidente da Câmara Municipal de Braga, Dr. Ricardo Rio; o presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, Dr. Luís Pedro Martins; o presidente da Associação Comercial de Braga, Dr. Domingos Macedo Barbosa, e presidida pelo presidente da Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga, o Rev. Cónego Avelino Marques Amorim.

 

Transcreve-se o comunicado que o senhor presidente da Comissão elaborou e transmitiu:

 

1. A Quaresma e a Páscoa são vividas, desde tempos imemoriais, com uma intensidade e espiritualidade ímpares na cidade de Braga. E eis-nos, de novo, quase chegados à celebração do mistério fundante da fé cristã, a ressurreição de Jesus. Desde Setembro último, a Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga, vem preparando um programa, que hoje apresenta publicamente, e que, partindo da centralidade das celebrações religiosas, procura oferecer um vasto leque de outros eventos culturais e sociais, que predispõem e introduzem profundamente no mistério celebrado.

 

2. Partindo da proposta pastoral da Arquidiocese para o presente ano, cuja mensagem nos convida a testemunhar a alegria da esperança que nos anima, também a identidade visual da Semana Santa deste ano, escolhida pela Comissão, procura traduzir esta virtude teologal. Expondo, em contraste e dialética, duas imagens: a imagem do Senhor, já morto, depois de abraçar a Sua paixão, e a do Senhor, já vivo, que prenuncia a Sua ressurreição, certeza que preenche a nossa esperança.

 

A imagem do Senhor vivo apresenta-se com um semblante sereno, contemplativo, pleno de interioridade, em que se adivinha Alguém que sabe o cálice que terá de beber, para redenção dos homens. Já a imagem do Senhor morto, depois de, voluntariamente, ter oferecido a Sua própria vida, confronta-nos com o resultado da ação dos homens que, sem saber, violentaram o seu próprio salvador! É então o denso mistério da salvação que se nos apresenta neste confronto de imagens, em que também as cores da paleta utilizada encerram um significado: o roxo da Paixão, com o ouro da majestade de Jesus.

 

3. Procuramos, na fidelidade a uma tradição ancestral, a novidade que a fé nos suscita, traduzido em todo o programa cultural que oferecemos. Destacamos o concerto de terça-feira santa, este ano confiado ao decateto bracarense de metais Portuguese Brass, que interpretará uma obra inédita por eles preparada, apresentada em estreia absoluta na Sé Catedral a 16 de Abril, inspirada na Semana Santa de Braga. Ainda no âmbito musical, encerraremos as celebrações de 2019, com uma cantata mariana, confiada a Teresa Salgueiro, celebrando as alegrias de Nossa Senhora. Este concerto terá lugar na Igreja de São Paulo, a 26 de Abril, nas vésperas da festa de Nossa Senhora da Alegria, própria do Ritual Bracarense. Destaque ainda para o ciclo de cinema, que visa criar diversidade na programação e que acontece a 11, 18 e 25 de março, no Espaço Vita.

 

4. A envolvência da comunidade local tem sido uma preocupação constante nos últimos anos. Queremos chegar às gerações mais jovens, tornando-os parte integrante das nossas iniciativas, para que possam assumir como protagonistas o legado histórico que a eles caberá dar continuidade. Fazemo-lo, sobretudo com as parcerias estabelecidas, particularmente, com as escolas católicas da cidade.

 

5. Ainda relacionado com o tema da envolvência da comunidade e as suas tradições, decidiu a Comissão qualificar a presença das rebuçadeiras e a venda dos “rebuçados do Senhor”. Temos notado que é uma tradição que tem vindo a decair mas que a Comissão quer contrariar, fomentando condições para que as existentes possam continuar a sua atividade e até, quem sabe, atrair outras no futuro.

 

6. Anunciado no ano passado, o Prémio de Investigação Cónego Jorge Coutinho, terá a sua primeira edição no presente ano, com abertura do concurso já no final deste mês. Alguns dados referentes a esta edição:
a) Até 28 de fevereiro do ano ímpar: anúncio e abertura da edição correspondente;
b) Até 30 de novembro do ano ímpar: receção dos trabalhos candidatos;
c) Até 28 de fevereiro do ano par: validação e avaliação pelo júri;
e) Semana Santa do ano par (2020): entrega do prémio em cerimónia pública.
Acreditamos que será muito difícil já nesta primeira edição obter trabalhos e candidatos, mas este lançamento visa dar notoriedade à iniciativa para que, no futuro, estes possam surgir, e em qualidade.

 

7. A Comissão anuncia ainda o lançamento de uma publicação sob o título “A Semana Santa em Braga” com textos de Rui Ferreira e fotos de Hugo Delgado. Esta edição da “Opera Omnia” propõe-se ser a publicação mais importante jamais levada a efeito sobre as solenidades da Quaresma e Semana Santa de Braga.
A apresentação será feita no dia 13 de Abril na Sé Catedral.

 

8. Nestes dias em que Braga é reconhecida como destino de excelência, não podemos deixar de sublinhar o papel preponderante, se não primeiro, que a Semana Santa assume. Reconhecimento disto mesmo, foi o convite a participar no primeiro fórum de cidades com celebrações da Semana Santa e Páscoa no passado mês de Setembro em Lucena (Andaluzia), onde foi debatida a utilidade de união de esforços, entre vários países, da Rede Europeia de Celebrações da Páscoa e Semana Santa; e a escolha da cidade de Braga para acolher o II Fórum desta Rede, a 18 e 19 de Março próximo, onde, será assinada a Acta Fundacional desta associação, para uma candidatura conjunta a Itinerário Cultural da União Europeia.

 

Em jeito de conclusão, queremos agradecer aos órgãos de comunicação social todo o apoio prestado na divulgação do programa da Quaresma e Semana Santa. Porque ele se destina a todos quantos queiram celebrar e viver convenientemente esta quadra cristã, e ultrapassa em muito os momentos aqui evocados, como poderão comprovar pelo material distribuído, e na página oficial desta comissão (semanasantabraga.com), com uma plêiade de propostas culturais, procissões e celebrações do tríduo pascal.


Informação complementar pode ser encontrada neste sítio.

1ª reunião de entidades da Associação da “Rede Europeia das celebrações da Semana Santa e Páscoa” já aconteceu

Realizou-se na localidade de Cabra (Andaluzia, Espanha), a primeira reunião da futura associação que pretende candidatar celebrações de Semana Santa e Páscoa de toda a Europa a um Itinerário Cultural, do Conselho da Europa.

 

Diversas entidades de cinco países europeus (Espanha, Malta, Itália, Eslovénia e Portugal, representado unicamente pela Comissão da Semana Santa de Braga), reuniram-se em Cabra, na Andaluzia espanhola, no passado dia 12 de setembro, numa primeira Assembleia Geral, para discutir formas de concretização e formalização da futura Associação que terá como único objectivo a candidatura das diferentes Semana Santas e Páscoas das entidades presentes e futuras a um Itinerário Cultural, projeto do Conselho da Europa.

 

Foram debatidas na ocasião as acções já levadas a cabo (como o “I Fórum Europeu de cerimónias da Semana Santa e Páscoa”, e que tinha ocorrido precisamente no dia anterior, dia 11 de setembro, em Lucena, Espanha); o Plano de Acção 2018-2019; e a constituição dos Comités Técnico e Científico. A reunião serviu ainda para lançar o desafio a todas as entidades presentes a se constituirem como membros fundadores da Associação que pretende promover a candidatura, desafio que a Comissão da Semana Santa de Braga pondera aceitar.

 

Sobre os Itinerários Culturais do Conselho da Europa

O programa Itinerários Culturais do Conselho da Europa foi lançado em 1987 pelo Conselho da Europa com a finalidade de demonstrar, através da viagem no espaço e no tempo, como o património cultural da Europa se desenvolve através das fronteiras.

 

Um itinerário cultural europeu é uma rota que abarca países e regiões e
que se organiza em torno de um tema cuja história, interesse artístico e cultural é claramente europeu, seja pela sua localização geográfica ou pelo seu conteúdo e significado.

 

Sobre a futura associação da “Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa de Páscoa”

A rede europeia das Semanas Santas e celebrações da Páscoa serão formadas como uma associação cultural internacional, aberta a todas as religiões e crenças que comemoram a paixão e ressurreição de Jesus Cristo, e cuja património cultural é um ponto de referência nas suas respetivas regiões e/ou países.

 

A Associação pretende congregar esforços e aproveitar sinergias na consolidação de um modelo de conservação e difusão do património da Semana Santa e Páscoa, ao mesmo tempo que promove estas expressões, dos diferentes membros e áreas geográficas envolvidas, como destinos turísticos de qualidade.

 

Espera-se que a Comissão da Quaresma e Celebrações da Semana Santa de Braga venha a reunir condições para integrar esta Associação.

 

Razões da candidatura

Este projeto de Itinerário Cultural é uma formidável oportunidade e uma plataforma para disseminar e dar a conhecer o património relacionado com as celebrações da Semana Santa e Páscoa (onde Braga estará inserida), conferindo-lhe visibilidade a nível europeu e inclusivamente mundial.

 

A candidatura será preparada com a participação de todos os membros, que inclusivé custearão a sua elaboração, e que deverá ter um mínimo de cinco países membros, para ser admitida ao Conselho da Europa.

Semana Santa de Braga pode vir a integrar uma futura Rota Europeia de celebrações de Semana Santa e Páscoa

A Comissão da Semana Santa de Braga participa, dias 11 e 12 de setembro, no I Fórum Europeu de cerimónias da Semana Santa e Páscoa, em Lucena, Espanha.

 

O encontro é promovido pela entidade “Caminos de Pasión”, sedeada em Osuna (Sevilha), e pretende congregar esforços das várias entidades presentes no Forum, de modo a lançar as bases para uma candidatura a um futuro Itinerário Cultural, projeto do Conselho da Europa.

 

O programa Itinerários Culturais do Conselho da Europa foi lançado em 1987 pelo Conselho da Europa com a finalidade de demonstrar, através da viagem no espaço e no tempo, como o património cultural da Europa se desenvolve através das fronteiras.

 

A rede europeia das Semanas Santas e celebrações da Páscoa serão formadas como uma associação cultural internacional, aberta a todas as religiões e crenças que comemoram a paixão e ressurreição de Jesus Cristo e cuja património cultural é um ponto de referência nas suas respetivas regiões e/ou países.

 

Neste Forum estão previstas as presenças de países como Itália, Malta, Eslovénia e Espanha. Portugal é representado exclusivamente pela Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga.

Semana Santa de Braga tem novo presidente

A Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga tem um novo presidente, o Reverendo Cónego Avelino Marques Amorim. O novo representante máximo deste organismo – que aliás integrava já a Comissão – sucede ao Rev. Cónego Luis Miguel Figueiredo Rodrigues, que deixa o lugar por impossibilidade de harmonizar com o cargo, assumido recentemente, de Diretor Adjunto da Faculdade de Teologia, da Universidade Católica Portuguesa.

 

Biografia do Cónego Avelino Amorim
Nascido em França a 24.03.73, ordenado presbítero a 21.07.1997. Pároco em comunidades de Amares e Terras de Bouro (1997-2007). Director do Seminário de Nossa Senhora da Conceição e do Departamento para a Pastoral Vocacional (2007-2016). Atualmente, pároco de Gualtar e responsável pelo Departamento Arquidiocesano da Pastoral de Jovens. Membro do Cabido Metropolitano e Primacial de Braga desde 05/01/2014.

Premiados da 10ª edição do Conc. Foto. “A Semana Santa de Braga”

Foi no dia 20 de abril, pelas 21h30, na loja FNAC do shopping Braga Parque, de Braga, que ocorreu o anúncio dos premiados e respetiva entrega de prémios da 10ª edição do Concurso de Fotografia subordinado ao tema “A Semana Santa de Braga”.

 

Sobre a iniciativa
Esta é uma iniciativa da Comissão da Semana Santa de Braga, com o apoio à divulgação da entidade regional de turismo do Porto e Norte de Portugal e da loja FNAC de Braga, como media partner o jornal “Diário do Minho”, e com o patrocínio exclusivo da prestigiada marca Canon e que visa sensibilizar todos os amantes da fotografia para o tema em particular, e em geral para esta época tão especial da cidade de Braga, bem assim como estimular e difundir a criatividade na arte da fotografia.

 

Sobre a edição e resultados deste ano
Embora a participação tenha diminuído este ano (recorda-se que a meteorologia não ajudou, inclusive obrigando à supressão de uma das procissões, evento que atrai, inevitavelmente, muitos fotógrafos deste Concurso), a qualidade das fotos a concurso, de um modo geral, e aliás como habitual, foi elevada e de excelente qualidade. Tanto assim é que o júri do concurso, após sucessivas rondas de eliminação, ficou com uma shortlist que gerou grande discussão e dificuldade na escolha final.

 

O concurso continua a despertar grande interesse e tem adeptos fiéis que, ano após ano, continuam a apostar e a acreditar nesta iniciativa. Há concorrentes que já foram premiados em edições anteriores, mas a maior parte são novos contemplados, apesar de concorrentes, alguns deles, em edições anteriores. A organização considera que a participação continuada de alguns dos concorrentes é um claro sintoma da credibilidade e confiança que a iniciativa detém junto dos potenciais interessados. Por outro lado, também considera que o crescente número de novos participantes é sintomático de que, apesar dos dez anos de existência, a iniciativa continua a ser relevante e a despertar interesse.

 

A diversidade de participação é também um aspeto a destacar com participantes de todas as idades (dos 18 aos 70 anos) e das mais variadas localidades do país (mas também do país vizinho).

 

Podemos adiantar ainda alguns dados estatísticos desta edição:
• 161 pessoas com inscrição validada
• 92 concorrentes
• 517 fotos a concurso
• 22 fotos premiadas
• Média de idades: 45 anos
• Participantes masculinos: 68 (74%)
• Participantes femininos: 24 (26%)

 

O júri foi composto pelas seguintes personalidades:
• Presidente: Hugo Delgado
• Representante da Comissão: José Alberto de Sousa Ribeiro
• Representante da Canon: António Coelho
• Representante do Diário do Minho: Luis Carlos Lopes Fonseca
• José Manuel Bacelar, convidado

 

O júri atribuiu os principais prémios aos seguintes concorrentes:
1º prémio: José Rodrigo de Carvalho Faria Lima, 44 anos, de Braga
EOS 77D C/ 18-135 IS Pack (no valor de 1.249€) + assinatura digital anual do Diário do Minho (no valor de 60€)


2º prémio:
Luís Vilaça, 27 anos, de Braga
EOS M50 BLK 15-45 IS STM (no valor de 749€) + assinatura digital anual do Diário do Minho (no valor de 60€)


3º prémio
: Nuno Miguel da Silva Sampaio, 40 anos, de Braga
EOS 2000D 18-55 IS II (no valor de 539€) + assinatura digital anual do Diário do Minho (no valor de 60€)

 

Também todas as 10 Menções Honrosas previstas no Regulamento foram atribuídas a:
André Rodrigues, 37 anos, de Braga
António Alves Tedim, 67 anos, de Moreira da Maia
António Costa Pinto, 70 anos, de Condeixa-a-Nova
Bruno Ismael da Silva Alves, 42 anos, do Póvoa de Lanhoso
João Miguel Gomes Silva, 26 anos, de Braga
Jorge Manuel Rocha Pimenta, 49 anos, de Braga
José Pedro Martins, 57 anos, de Vila do Conde
Luís Braga Simões, 54 anos, de Braga
Silvino Jorge Rodrigues, 49 anos, de Braga
Sofia Carolina Rodrigues Brandão Bahia, 24 anos, de Braga

Para todas as Menções Honrosas: Assinatura digital anual do Diário do Minho (no valor de 60€)

Todos os premiados recebem ainda um Certificado de Participação.

 

As fotos premiadas estão disponíveis no sítio oficial da Semana Santa, neste link.

 

A quase totalidade dos prémios e certificados foi entregue na ocasião. Para os não presentes, informa-se que estes estão disponíveis para levantamento mediante apresentação do BI ou Cartão de Cidadão, até ao dia 30 de junho, ao balcão da FNAC de Braga.

 

A assinatura digital do Diário do Minho será disponibilizada, via email, diretamente pelo Diário do Minho.

 

Para além dos premiados, todos os concorrentes que manifestarem vontade de obter um Certificado de Participação, devem informar a organização, que o remeterá via email ou em papel (para levantamento na Sé Catedral de Braga). Todos os pedidos serão atendidos no máximo até ao dia 4 de maio. Os Certificados serão disponibilizados, de uma só vez, no dia 11 de maio.

 

Todos os trabalhos premiados (um total de 22 fotos) serão alvo de exposição, esta inserida no programa cultural da Semana Santa de Braga de 2019.

 

A organização endereça os votos de parabéns a todos os premiados e, em geral, a todos quantos se inscreveram e submeteram fotos ao concurso.

 

Quaresma «TESTEMUNHOS» / Manuel Pereira

O Diário do Minho, em colaboração com a Comissão da Semana Santa de Braga, inicia hoje a publicação de uma série de testemunhos de figurantes sobre a sua participação nas procissões. O objetivo é envolver a comunidade bracarense nos eventos previstos no programa.

 

Manuel Pereira acompanha as procissões da Semana Santa desde há aproximadamente 40 anos. Confessa-se um católico «fervoroso». «Desde que vim para Braga, já lá vão 40 anos, venho a todas as procissões da Semana Santa», afirma, com orgulho.

 

Manuel Pereira, 70 anos de idade, aposentado, não entra nestes cortejos religiosos como figurado, mas é como se isso acontecesse, pois diz que quando segue as procissões tem o seu pensamento focado em figuras bíblicas.

 

A residir em Maximinos, este cristão «fervoroso», natural de Resende, tem participado nas procissões acompanhado de um dos filhos, portador de deficiência, que faz questão de assistir aos cortejos religiosos que procuram representar a Paixão e Morte de Jesus Cristo.

 

«À noite já me custa vir, mas venho por ele. Ficamos à beira do quartel dos Bombeiros que nos emprestam uma cadeira», refere. Por vezes, conta ainda com a companhia de uma filha e de uma neta.

 

E o que leva verdadeiramente Manuel a viver as solenidades da Semana Santa? «É a fé. A fé move montanhas! Gosto muito de ouvir relatar o sofrimento do Senhor. Ele aguentou por nós e nós não aguentamos nada por Ele. Viu-se sozinho para se defender até chegar ao Calvário aonde foi crucificado para nossa salvação», afirma.

 

O Sermão do Encontro é um dos momentos que mais aprecia. «Adoro ouvir este sermão porque emociona, só não toca a quem não acompanha a realidade», acrescenta.

 

A Trasladação da imagem do Senhor dos Passos e Via -Sacra, na véspera de Domingo de Ramos, as procissões de Ramos e dos Passos, o cortejo bílico “Vós Sereis o Meu Povo”, e as procissões do “Ecce Homo” e do Enterro do Senhor” são celebrações que Manuel Pereira nunca perde.

 

Todos os anos no Domingo de Ramos faz também questão de levar um raminho de oliveira benzido para casa. Por trás deste hábito há uma crença antiga: «Os meus pais diziam-me sempre que é bom ter em casa um ramo de oliveira benzindo por causa das trovoadas».

 

Na opinião deste septuagenário, as procissões da Semana Santa «têm melhorado» ao longo dos tempos, sobretudo em termos de organização e apresentação. Contudo, nota que, por vezes, era necessário «mais respeito» durante a passagem destes cortejos.

[Fonte: Diário do Minho]

Quaresma «TESTEMUNHOS» / João Salvador

O Diário do Minho, em colaboração com a Comissão da Semana Santa de Braga, inicia hoje a publicação de uma série de testemunhos de figurantes sobre a sua participação nas procissões. O objetivo é envolver a comunidade bracarense nos eventos previstos no programa.

 

Apesar de contar apenas 13 anos, João Salvador não é um novato nas procissões da Semana Santa de Braga. Este adolescente bracararense participa nestes cortejos religiosos da Semana Santa há uma década. «Comecei com três anos e, a partir daí, continuei sempre a entrar nas procissões», refere.

 

João Salvador já integrou as procissões de Ramos, dos Passos, do Ecce Homo (Quinta-feira Santa) e do Enterro do Senhor (Sexta-feira Santa) e confessa que tem particular preferência por estas duas últimas pelo seu simbolismo e também por se realizarem à noite.

 

Nos primeiros anos representava a figura de príncipe, depois passou a fazer de judeu. Agora participa integrado no agrupamento de Escuteiros.

 

João aprecia «bastante» o ambiente que se vive nas procissões e já antes de as integrar acompanhava estes cortejos religiosos, a partir da janela de casa.

 

A tradição e o respeito ao avô são dois factores que o levam todos os anos a viver estas manifestações de fé, que atraem à cidade de Braga na Semana Maior milhares de pessoas vinda de vários pontos do país e também do estrangeiro.

 

João mora na freguesia da Sé e diz que quase toda a gente desta parte da cidade de Braga acompanha as procissões que antecedem a Páscoa.

 

Alguns dos seus amigos também apreciam os cortejos religiosos da Semana Santa, os quais, realça, têm vindo a «evoluir pela positiva».

 

«A organização está melhor, há mais cuidado. Muitas vezes metiam-se os figurados à ultima hora, um pouco à sorte, agora é dado um número a cada um e é mais fácil de organizar», considera.
João realça ainda as melhorias introduzidas nas procissões nos últimos anos como, por exemplo, o novo andor da Irmandade de Santa Cruz, o ano passado.

 

Quanto ao público que acompanha as procissões, João Salvador afirma que também neste aspeto tem havido uma evolução positiva, nomeadamente de comportamento. «Já não se houve tanto barulho, nem vemos as pessoas a falar umas com as outras. Também já não se vê as pessoas a atravessar as procissões, há mais respeito», sintetiza.

 

 

 

[Fonte: Diário do Minho]